Obras estão sendo retomadas
Depois de um período de contenção de gastos e de um ajuste fiscal, o Governo de Goiás está retomando o ritmo de execução de obras em todo o Estado. São obras importantes que ficaram paralisadas por um período que chegou a incomodar segmentos representativos da sociedade, mas que, agora, foram retomadas, alimentando a expectativa de que serão concluídas brevemente.
Em Anápolis, o Governo Estadual retomou as obras do Centro de Convenções, do Aeroporto de Cargas e do presídio e também do Centro de Apoio Sócio Educativo (CASE), em fase final de construção na Avenida Brasil Sul, em frente à CMTT. Por meio da AGETOP estão, também, sendo executados serviços de recuperação e manutenção de rodovias, com frentes de trabalho em 26 cidades goianas.
Prazo de parcelamentos tributários é ampliado
Sensível às dificuldades que os contribuintes estão enfrentando neste momento de crise, a Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ) publicou, no Diário Oficial, a instrução normativa, introduzindo alterações sobre os prazos de parcelamento de crédito tributário vencido. Entre as alterações mais significativas está a ampliação do prazo de 12 para 24 meses da parte não litigiosa do débito, da parte da dívida que foi aceita e não contestada pelo contribuinte.
Outra alteração importante se refere ao débito declarado e que não foi recolhido. Para essa modalidade, a pendência depende do tempo de atraso, mas até o 3º mês não há alteração, ou seja, não é possível parcelar. Mas, entre o 4º e o 8º o débito pode ser parcelado em, até, 18 vezes. Nos casos de atraso do 8º ao 12º, o prazo dobrou, passando para 24 meses, enquanto que débitos declarados e não recolhidos acima de um ano, podem ser parcelados em, até, 60 vezes.
Cobrança de IPVA será intensificada
A gerência de arrecadação e fiscalização da SEFAZ quer reduzir a inadimplência do IPVA, no máximo, em 10% até o final do ano. Com a finalidade de alcançar este índice, as operações para cobrar o imposto dos motoristas que estão inadimplentes serão intensificadas a partir de agosto, depois de concluído o calendário de pagamento, este ano um pouco mais reduzido.
A SEFAZ diz que, historicamente, a inadimplência de IPVA no Estado é estimada em 15 %, mas este ano, por causa do menor prazo para pagar o imposto, ela subiu para pouco mais de 18%. A expectativa do órgão é de que a inadimplência se normalize nos próximos meses, com a intensificação das operações para cobrar o IPVA de motoristas que deixaram de pagar o imposto.
Lei do Farol
Depois de suspender a cobrança de multas aos condutores em rodovias estaduais por estes não ligarem os faróis de seus veículos durante o dia, até o último dia 22, o Departamento Estadual Trânsito (DETRAN) e a AGETOP (Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas) voltam a aplicar as penalidades previstas em lei, para este tipo de infração, a partir deste sábado, 23.
Os dois órgãos explicam que as notificações realizadas desde o início de vigência da lei serão, apenas, de caráter educativo, sem se transformarem em multas. A intenção foi dar um prazo maior para que os motoristas se habituem à nova lei federal, nestes primeiros dias em vigência. E, reafirmam que não haverá fiscalização dos faróis acesos em trechos urbanos das rodovias estaduais, mas alertam que, nas rodovias federais, a fiscalização é de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal.
Usados em alta
Por insegurança e, mais ainda, receio de assumir compromisso financeiro de médio prazo em um período de crise e aumento do desemprego, muitos consumidores estão abdicando do saudável cheirinho de carro novo. A opção está sendo substituí-los por seminovos, com preços entre 20% e 25% mais baixos.
Esta, digamos assim, opção forçada pelas circunstâncias do momento, está fazendo a festa de garagens que trabalham, apenas, com veículos usados. As vendas aumentaram significativamente. Compensa, também, a queda na venda de veículos novos nas concessionárias, que chegou a 25,4% no primeiro semestre. Em contrapartida, aumentaram em mais de 23%, as vendas de seminovos com, até, três anos de uso.
Leite muito caro
O clima desfavorável e o aumento de custos da ração animal estão provocando uma verdadeira disparada no preço do leite, um alimento de primeiríssima necessidade para muitas pessoas. Mas, seu alto preço está forçando muitos brasileiros a substituí-lo por outros produtos, nem sempre com as mesmas propriedades nutricionais.
Após a crise no abastecimento de feijão, agora é a vez de o leite pesar no orçamento das famílias, muitas sem outras opções, principalmente as que têm filhos menores. O mais grave é que um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) indica que o leite tende a ficar ainda mais caro, sem previsão de retorno aos valores que os brasileiros pagavam nos primeiros meses do ano, em torno de R$ 2,00.
Inflação de julho já está em 0,54%
Embora entre as pessoas a taxa possa parecer maior, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, acelerou um pouco em julho e já está em 0,59%, depois de ficar em 0.40% em junho. Com os dados de julho, a prévia da inflação já acumula 5,19% no ano e 8,93 em doze meses. Os números forram divulgados pelo IBGE, com informações sobre a disparada de preços do feijão, arroz e leite, produtos essenciais e indispensáveis na mesa dos brasileiros.
Goiânia liderou a arrancada do preço do feijão, com um aumento médio de 81,03%. O IBG afirma, e as pessoas já haviam constatado que outros produtos também subiram muito de preço. O arroz subiu 6,53% e, o leite, 20,57%. Nas 11 cidades pesquisadas pelo IBGE, Goiânia foi o local onde o indicador mais subiu – 0,91%.


