Dia dos Pais- Pesquisa
Na contramão de uma tendência nacional constatada em pesquisas, que prevê uma queda nas vendas de presentes para o Dia dos Pais, o comércio de Anápolis acredita que a data vai incrementar os negócios, mesmo diante do receito dos consumidores em assumir gastos. Em todo o País, a Confederação Nacional do Comércio estima uma queda nas vendas de 9,4% e que pouco mais da metade dos consumidores não querem assumir gastos para agradar seus pais.
Em Anápolis, uma pesquisa da CDL mostra que 64% dos consumidores vão presentear os pais no próximo dia 14, data em que se comemora o seu dia. Outros 19% vão presentear os esposos ou outras pessoas e parcelas menores, o sogro, o avô e o padrasto. Produtos do vestuário lideram os itens apontados para a compra do presente, seguido de calçados e produtos eletrônicos.
Dia dos Pais – Valor do gasto
Outro dado que anima a CDL e também os lojistas é o valor da pretensão de gastos do presente para os pais. A maior parte das pessoas entrevistas na pesquisa, 48%, apontou que pretende gastar entre R$ 100,00 e R$ 300,00 , enquanto que outros 32% pretendem gastar entre R$ 50,00 e R$ 100,00.
Mas tem gente que vai gastar mais do que estes valores. De acordo com a pesquisa, 11 % dos entrevistados afirmaram que vão desembolsar mais de R$ 300,00 na compra do presente. Com base nos valores apontados, a média de ficou 150,00. A forma de pagamento é outro dado de interesse dos lojistas. A pesquisa indica que 65% vão pagar o presente com dinheiro, 29% com cartão de crédito e apenas 2% vão usar o crediário.
Números que assustam
Sinal de que a crise econômica não se arrefeceu, apesar dos indicativos de que ela vive hoje um ambiente de pequena melhora, é o resultado de uma recente pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Entre janeiro e junho deste ano, nada menos que 67,9 mil lojas fecharam as portas em todo o País, o que dá uma média de 375 unidades por dia que encerraram suas atividades.
O levantamento da CNC mostra que este ritmo supera em 143% o do primeiro semestre de 2015, quando 27,8 mil lojas encerraram suas atividades. São números que mostram o estrago que a crise econômica vem provocando no comércio varejista de 2015 para cá, e que apontam um horizonte nada animador até o final do ano. Nem mesmo datas importantes para o setor, como o Dia dos Pais e o Natal devem melhorar o cenário, repetindo o que ocorreu em outras datas sazonais ao longo do ano.
Gastos com beleza
Um segmento que parece não ser afetado pela crise econômica é o de produtos de beleza. Segundo pesquisa do SPC Brasil, diante da crise, os brasileiros preferem cortar gastos com atividades de lazer a dispensar a ida a salões de beleza. O mesmo levantamento aponta que 13% dos brasileiros estão inadimplentes porque gastaram mais do que podiam com cosméticos, enquanto que outros 70% fazem compras desnecessárias para cuidar da aparência e 39% deixam de poupar em razão destes gastos.
A pesquisa do SPC Brasil mostra também os itens que mais sofreram cortes no orçamento mensal dos consumidores. Bares e restaurantes lideram os cortes com 35,4% das menções, seguido por viagens, com 30,9% e roupas, com 29,2%. Entram ainda na relação de maiores cortes no orçamento das pessoas os pacotes de televisão por assinatura, cinema e teatro, despesas do lar, planos de saúde, academias, tratamento estéticos e odontológicos.
Encomendas taxadas
O Ministério da Indústria e Comércio Exterior está propondo ao governo federal a cobrança de taxas de importação para todas as encomendas vindas do exterior, incluindo presentes. A sugestão do Ministério é taxar importações de valores inferiores a 50 dólares, incluindo as que envolvam pessoas jurídicas nas vendas.
A proposta foi sugerida depois que o Ministério da Indústria e Comércio Exterior passou a ser pressionado por empresas que sofrem com a concorrência de produtos importados. Hoje, remessas internacionais de mercadorias entre pessoas físicas no valor de até 50 dólares entram no País sem pagar impostos. Empresas que sofrem com essa concorrência querem rapidez na mudança, por meio de Medida Provisória. Além de atender a demanda do setor produtivo, a mudança contribuiria ainda para aumentar a arrecadação federal.
Produção industrial
A produção industrial do Brasil avançou um pouco em junho, de acordo com pesquisa mensal do IBGE. No mês, ela cresceu 1,1% em relação a maio e já é o quarto resultado mensal positivo consecutivo. No ano, ela já acumula um resultado positivo de 3,5%, o que significa uma recuperação de parte das perdas registradas ao longo de 2015.
Mesmo assim, no acumulado dos últimos doze meses encerrado em maio, a queda na produção industrial foi de 9,1%, um resultado que ainda preocupa o setor produtivo brasileiro. O dado animador do resultado de junho é que as quatro grandes categorias econômicas da indústria registraram resultados positivos – a produção de bens capital, de bens intermediários, de bens duráveis e de bens semi e não duráveis.
Combustíveis mais caros
Durou pouco a alegria das pessoas com a queda no preço dos combustíveis, que vigorou apenas em julho, durante o período de férias escolares, quando ocorre queda no consumo e também nas vendas. Em Anápolis, o etanol, por exemplo, que foi vendido até o início da semana por até R$ 2,17 o litro, passou para pouco mais de R$ 2,64 na maioria dos postos, mas ainda podia ser encontrado por até R$ 2,46 até a última quinta-feira.
A gasolina também aumentou de preço. Antes do mais recente aumento o produto era vendido por até R$ 3,39 o litro, mas agora está difícil encontrar abaixo de R$ 3,64. Arredios aos questionamentos da imprensa, donos de postos se limitam a garantir que não houve aumento e sim adequações de valores, depois de um período de promoções, concedidas por conta da queda nas vendas e no consumo.


