Salário mínimo
Vai continuar mínimo o valor do salário mínimo estimado pelo governo, incluído na proposta orçamentária da União para 2017, protocolada no Congresso no último dia 31, o último prazo para a apresentação do texto.
A proposta do governo é de um aumento de R$ 65,80, com o valor do salário mínimo passando dos atuais R$ 880,00 para R$ 945,80, ou seja, um aumento de pouco mais de 7%, inferior a taxa de inflação dos últimos doze meses, que já supera a 10%.
Pela legislação em vigor, o reajuste do salário mínimo tem que ser feito com base na inflação apurada no ano anterior e na variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos dois anos. Com o PIB encolheu 3,8% em 2015, este indicador não foi considerado no valor do novo mínimo.
Na proposta orçamentária para 2017, o governo prevê ainda uma correção de 5% da tabela do Imposto de Renda, igualmente bem inferior a taxa inflacionária.
Convocação para perícia
Começou nesta última quinta-feira, a convocação por carta de beneficiários do INSS para a realização de perícias médicas. Os primeiros convocados são beneficiários de auxílio-doença com até 39 anos de idade e com mais de cinco anos recebendo, sem ter passado por um exame pericial.
Outro grupo de aposentados por invalidez com idade inferior a 60 anos também começa a ser convocado ainda este mês também para se submeter à perícia médica. Depois de receber a carta de convocação, a pessoa tem cinco dias úteis para agendar a perícia, por meio do número telefônico 135. Quem não atender a convocação no prazo estabelecido pelo INSS terá o benefício suspenso. A reativação do pagamento ocorrerá somente depois do comparecimento do beneficiário e o agendamento de uma nova perícia.
Hoje o gasto anual do governo com auxílio-doença e aposentadorias por invalidez, enquadrados nesse processo de revisão é superior a R$ 27,5 bilhões. Com a revisão, a expectativa do governo é de uma economia anual de R$ 7 bilhões por ano.
Novo recuo do PIB
Pelo sexto mês consecutivo, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou aquém das estimativas de analistas do mercado financeiro, com queda de 0,6% no segundo trimestre, em relação ao primeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE. Na comparação com o mesmo período de 2015, a queda foi de 3,8%, apesar do recuo de dois componentes que sinalizavam melhora da atividade econômica – a indústria e o investimento – que apresentaram um leve avanço trimestral.
Neste período, a indústria cresceu 0,3% e, os investimentos, 0,4%. Foi o primeiro resultado positivo depois de dez trimestres seguidos de recuos. O consumo das famílias, que durante anos colaborou com o crescimento da economia nacional, recuou pelo sexto trimestre consecutivo. De abril a junho, a baixa nesse segmento foi de 0,7%.
Novos bilionários
Quem tem dinheiro não enfrenta os efeitos da crise e, quem tem muito, muito dinheiro, acaba entrando na lista de bilionários, ou seja, das pessoas muito, mas muito mesmo bem de vida. De acordo com a revista Forbes Brasil, mesmo com a crise econômica o número de brasileiros com fortuna superior a R$ 1 bilhão subiu de 160 para 165, incluídos no ranking de bilionários da publicação. Para calcular o tamanho do patrimônio desses brasileiros a revista usa como base o valor de mercado das empresas das quais eles têm ações.
Juntos, os 165 bilionários brasileiros têm uma fortuna total de R$ 850,76 bilhões. São 5,47% a mais do que os R$ 806,6 bilhões que tinham em 2015. O valor equivale a 14,41% de tudo o que o Brasil em 2015. Se cinco novos bilionários passaram a fazer parte do ranking, saíram da relação de muito ricos, nomes poderosos como o de Antônio Queiróz Galvão, dono da empreiteira Queiróz Galvão, e Marcelo Odebrecht.
Centro Logístico
A discussão de uma modelagem que integre a Plataforma Logística de Anápolis ao pátio de cargas da Ferrovia Norte Sul incentivou o governador Marconi Perillo a se reunir com o diretor-presidente da Valec, Mário Mondolfo, no último dia 31. Mondolfo deixou claro para o governador que a visão da Valec é que a Norte-Sul, desde a sua concepção, já previa a integração com plataformas multimodais, como é o caso de Anápolis.
Para o governador, viabilizada esta integração, Anápolis passará a ser o principal centro logístico do País. Trata-se de uma noticia auspiciosa, porém velha, mas que precisa ser levada em sua devida consideração, sobretudo depois de muita gente não aguentar nem ouvir falar de Plataforma Logística, Aeroporto de Cargas, Centro de Convenções e até mesmo da Norte Sul. São anos de um mesmo discurso, de obras intermináveis ou totalmente paralisadas, bancadas inutilmente com o dinheiro do contribuinte.
IPVA em atraso
Embora se constituam dívidas que precisam ser devidamente cobradas e pagas pelos contribuintes inadimplentes, o governo estadual continua faturando alto com as operações realizadas pela Secretaria da Fazenda e o Batalhão Fazendário da Polícia Militar, na cobrança de IPVA em atraso. Em agosto, foram arrecadados R$ 5,7 milhões nestas operações, o segundo maior valor deste ano, perdendo apenas para o mês de junho, quando entraram para os cofres da Secretaria da Fazenda R$ 6,8 milhões.
Além de receber IPVA em atraso, nas blitzem são cobrados também débitos com taxas de licenciamento, seguro DPVAT e multas de trânsito. Só em agosto foram abordados 3.582 veículos e, várias cidades goianas, incluindo Anápolis onde as operações acontecem no mínimo duas vezes por mês em locais estratégicos do Município. Com o fim do calendário de pagamento do IPVA, o governo quer reduzir a inadimplência do imposto e manter uma boa arrecadação.
Viagens aéreas em queda
A crise econômica, aliada ao grande número de desempregados e queda de rendimento acabou com a festa das companhias aéreas, depois de um período de muita euforia e de muita gente viajando de avião, grande parte pela primeira vez em suas vidas. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que a demanda por transporte aéreo doméstico caiou 6,9% em julho, comparado com o mesmo mês de 2015, mesmo com uma redução da oferta de 8,1%.
Foi o 12º mês consecutivo de retração, enquanto que a oferta de voos domésticos teve a sua 11º baixa sucessiva. O levantamento da Anac mostra que o número de passageiros pagos transportados em julho chegou a 8,1 milhões, o que representa uma queda de 10,1% em relação a julho do ano passado. De janeiro a julho deste ano a quantidade de passageiros transportados recuou 8,4% no comparativo com o mesmo período de 2015.


