Missões internacionais
Através da Secretaria de Desenvolvimento, o Governo de Goiás tem investido em missões internacionais, visando fortalecer as relações comerciais com outros países. A próxima viagem, prevista para junho, será à Argentina, Chile e Uruguai. O anapolino William O”Dwyer, Superintendente Executivo de Comércio Exterior da SED, explica que o foco dessas missões é chamar a atenção de empresários estrangeiros para produtos goianos. De acordo com o superintendente, antes do embarque dos membros das missões, são detectados os produtos goianos que os empresários têm mais interesse, que são expostos em seminários e mesas redondas. ´Muitos negócios são fechado naquele momento´, conta O”Dwyer acrescentando que em outros casos, a formalização de um contrato pode não ser fechada de imediato, mas após o contato feito, torna-se mais fácil manter a aproximação.
Balança comercial
O Estado de Goiás teve em março o seu melhor resultado de exportações desde abril de 2014, registrando o maior superávit da série histórica iniciada no final da década de 80. No mês, o saldo da balança comercial obteve um superávit de US$ 432.742.158, superior ao valor alcançado em março de 2015, que foi de US$ 255.919.361.
William O”Dwyer atribui esse resultado positivo às missões comerciais do governo goiano. Segundo ele, grande parte desse superávit se deve ao trabalho do Governo do Estado nessas missões. Ele destaca que Goiás é um dos estados mais agressivos a nível nacional em relação ao comércio exterior.
Corte de investimentos I
Goiás é o terceiro Estado no ranking das unidades da Federação que mais cortaram investimentos no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2015. A liderança ficou com o Rio de Janeiro, com um tombo nos investimentos de 94%, seguido pelo Pará, com 92% e Goiás, com 90%. Embora tímidos, aumentos ocorreram apenas no Paraná e em Santa Catarina.
Sem dinheiro, juntos, todos os Estados cortaram 47% dos investimentos no primeiro trimestre. Estes percentuais foram coletados pelo consultor econômico do Senado, Pedro Jucá Maciel. O estudo aponta como origem do recuo nos investimentos a queda da arrecadação, especialmente do ICMS, o principal imposto estadual e também o excesso de endividamento dos Estados.
Cortes de Investimentos II
O resultado da paralisia nos Estados, causado pelo grande corte nos investimentos, é um amontoado de obras interrompidas em todo o Brasil, ou tocadas em ritmo muito lento, sem previsão para serem concluídas. Com isso, vários projetos foram suspensos ou paralisados, afetando áreas importantes que necessitam de constantes investimentos como as de infra-estrutura, saúde, educação, dentre outras.
Com uma estrutura inchada pelo aumento da dívida e o crescimento de despesas com pessoal, as receitas estaduais precisariam ser crescentes para fechar a conta. Mas a recessão mudou esse roteiro, colocando as finanças dos Estados numa rota de muita dificuldade. Sem dinheiro até para pagar o funcionalismo, a alternativa de parte dos governadores é o sacrifício dos investimentos.
Cortes em Anápolis
Em Anápolis, existem projetos com execução em andamento que mostram a dificuldade que o Estado vem enfrentando para concluí-los. É o caso do Centro de Convenções, que ficou com as obras totalmente paralisadas por alguns meses. Elas foram retomadas recentemente, mas é visível que estão sendo tocadas em ritmo lento, definido por um empresário da cidade, que indica que o seu cronograma é de perder de vista.
Outras obras também afetadas pelo corte nos investimentos é a do Aeroporto de Cargas, cuja inauguração chegou a ser anunciada para dezembro do ano passado e do novo presídio, que acabou se transformando em um grande esqueleto, com riscos de perda de tudo que foi aplicado.
Dias das Mães
A divulgação da pesquisa de intenção de compras para o Dia das Mães, encomendada pela CDL de Anápolis, confirma as previsões de que a data, a segunda mais importante para o comércio varejista, terá influência positiva nas vendas, mas abaixo das expectativas dos lojistas. A média de gastos com presentes será de R$ 158,00 contra R$ 171,00 em 2015. Não é uma diferença muito significativa, mas indica que o consumidor está mais cauteloso, na hora de assumir compromisso, como consequência da crise e a insegurança que ela causa. A pesquisa aponta que 58% das pessoas entrevistadas pretendem presentear as mães, mas a maioria, 27%, revela que vai gastar entre R$ 50,00 e R$ 100,00.
Multidão de desempregados
O Posto de Atendimento do Sine, em Anápolis, recebeu esta semana uma multidão de desempregados, depois que um veículo de comunicação da Capital do Estado anunciou que a unidade estava com 680 vagas para serem preenchidas. Para atender a todos que estão em busca de uma vaga de emprego, a coordenadora do Posto, Fernanda Ribeiro e toda a sua equipe tiveram de se desdobrar e dizer que a notícia não era verdadeira, o que acabou deixando algumas pessoas contrariadas.
Em contrapartida, foram informados que havia disponíveis 368 vagas, entre as quais 200 para representante comercial autônomo, a maioria para vendedores externo. Neste mesmo dia não havia, no entanto, nenhuma vaga para a indústria de transformação e nem para a construção civil, setores com baixa oferta de empregos nos últimos meses.
Quitação do ITCD vence dia 14
Vence no próximo dia 14, o prazo de quitação do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) com a alíquota única de 4%, vigente até o final de 2015. A extensão do prazo foi aprovada pela Assembleia Legislativa, depois que estudos da Secretaria Estadual da Fazenda indicaram a possibilidade de uma arrecadação adicional de R$ 30 milhões, com a regularização de pendências no pagamento do ITCD já declaradas ao Fisco. Depois desse prazo, voltam a valer as alíquotas diferenciadas do imposto, fixadas entre 2% e 8%, beneficiando aqueles que possuem imóveis de doação de menor valor. A nova legislação isenta do pagamento do ITCD de imóveis de até R$ 60 mil.


