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Contexto Econômico – Ed.573

de Fernando Cunha
3 de junho de 2016
em Contexto Econômico
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Alívio no bolso
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu manter a tarifa sinalizadora nas contas de luz em junho, sem que haja cobrança adicional nas faturas de consumo pelo acionamento das usinas térmicas. Com isso, fica mantida pelo terceiro mês consecutivo a bandeira verde, sem cobrança extra aos consumidores, o que representa um alívio nas contas de luz e nos seus bolsos.
A justificativa para manter a bandeira verde é a situação confortável de abastecimento do país, por causa da recuperação do nível dos reservatórios das hidroelétricas. Implantado em janeiro de 2015, o sistema de bandeira sinaliza com as cores verde, amarela e vermelha para indicar a variação do custo de aquisição de energia pelas distribuidoras. A bandeira amarela adiciona R$ 1,50 na conta de luz para cada 100 quilowatt hora de consumo, enquanto que a vermelha adiciona de R$ 3,00 a R$ 4,50 a cada 100 KWh de consumo. Parece pouco, mas pesa no bolso.

Boleto para quitar
O contribuinte que parcelou o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e também do Imposto Territorial Urbano (ITU) e da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) deve ficar atento para o prazo final de quitação destes três impostos, em junho. O pagamento deve ser efetuado até o próximo dia 10, sexta-feira da semana que vem, o prazo final concedido pela Secretaria Municipal de Finanças,
Em julho, a data final do pagamento parcelado será no dia 11; em setembro, dia 12; em outubro, dia 10; e, em novembro, dia 10, será o último mês de quitação destes impostos para os contribuintes que optaram pelo pagamento parcelado. O secretário municipal da Fazenda, José Roberto Mazon espera uma arrecadação de R$ 50 milhões até o fim do pagamento parcelado destes três impostos, o que representa 13% a mais do que foi arrecadado com o IPTU/ITU/TSU no exercício fiscal de 2015.

Impostos e mais impostos
Parece história de ficção ou, mesmo, uma grande mentira. Mas, infelizmente, é a verdade nua e crua. Um recente estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) constatou que tudo que o trabalhador ganhou até último dia 1º de junho serviu apenas para pagar impostos, taxas e contribuições. Foram 153 dias de muito trabalho, apenas para pagar impostos, o que equivale a cinco meses e um dia. Em 2014 e 2015 foram 151 dias, ou 41,7% da renda bruta do cidadão destinados ao pagamento de impostos, ante a 41,8% este ano.
O estudo do IBPT considera a tributação sobre rendimento, as cobranças do Imposto de Renda, das contribuições previdenciárias e sindicais, sobre o consumo de produtos e serviços como PIS, Cofins, IPI e ISS, sobre propriedade, como IPVA e IPTU, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e contribuição com a iluminação pública. Entre os 26 países incluídos na pesquisa, a liderança ficou com a Dinamarca, com 176 dias, um país que oferece contrapartida aos seus cidadão pelo que contribuem. O Brasil, que pouco ou quase nada oferece, ficou na oitava posição.

Queda no consumo
As famílias brasileiras estão contendo seus gastos, por conta da crise econômica, o aumento do desemprego, da inflação e dos juros e a consequente queda na renda de seus membros. De acordo com o IBGE, no primeiro trimestre, as famílias gastaram 6,3% a menos em relação ao mesmo período de 2015.
Foi o quinto semestre seguido de recuo nos gastos das famílias. Na comparação com o último trimestre do ano passado, o consumo das famílias diminuiu 1,7% no primeiro trimestre de 2016. O IBGE aponta como fator que mais contribuiu para que as famílias coloquem o pé no freio no consumo a grande proporção de desempregados, que atingiu 11,2% da população ativa, o que representa 11,4 milhões de pessoas sem emprego e forçadas a restringir seus gastos.

Exposição Casa Móveis
Um evento de caráter econômico deverá movimentar a cidade entre os dias 16 a 18 próximos. É a 7ª edição da Expo Casa&Móveis, uma feira de Móveis, Decorações e Construção Civil, que terá a participação de diversas empresas destes três segmentos da economia local. Ela é promovida pelo Sindicato da Construção e Mobiliário de Anápolis (SICMA), com o apoio da Acia, Caixa Econômica Federal e Prefeitura de Anápolis, dentre outras entidades.
A exposição será realizada no piso superior do Terminal Rodoviário, reunindo em um único espaço empresas exclusivamente de Anápolis. Simultaneamente à feira, será promovido também o Feirão da Caixa da Casa Própria, este ano em sua 12ª edição. Apesar da escassez de dinheiro e de restrições impostas aos financiamentos habitacionais, a Caixa deverá colocar à disposição dezenas de imóveis à venda. Associados do SICMA e da Acia têm desconto de 50% na compra de estandes.

Insatisfação generalizada
Realizada em maio, uma pesquisa do Instituto Popular mostra que o ceticismo da população com o governo interino de Michel Temer é elevado. A causa da descrença da população é a paralisia da economia e os sucessivos casos de corrupção. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas das classes C, D e E, constatando entre estes extratos sociais que a simples troca de comando não irá destravar a economia e, muito menos, reduzir os casos de corrupção.
Para estes segmentos, o combate à crise e à corrupção só muda se o governo interino apresentar sinais concretos de que pode reverter o quadro de paralisia da economia, que elevou os custos dos investimentos, minou a confiança dos empresários e levou milhões de pessoas ao desemprego. A pesquisa constatou também que a população ainda não conseguiu ver diferenças reais entre os governos de Dilma Roussef e de Michel Temer e que oito entre 10 brasileiros continuam insatisfeitos com o governo.

Cresce receita com IPVA atrasado
As blitze realizadas pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) para receber o IPVA de proprietários de veículos inadimplentes ter surtido efeitos positivos para os cofres do Estado e, consequentemente para os dos municípios, que ficam com 50% do que vem sendo arrecadado. Por isso elas devem continuar nos próximos meses.
Em maio, mais de 3,3 mil veículos foram abordados em todo o Estado por causa de dívidas com o IPVA, licenciamento e seguro DPVAT. No mês, só com o pagamento de atrasados, o Estado arrecadou R$ 5,2 milhões, um dinheiro extra que foi adicionado à receita de IPVA . Para evitar que os veículos sejam retirados de circulação, a maioria dos motoristas abordados nestas blitze acaba pagando o débito na hora. Elas vêm sendo realizadas diariamente, duas na Capital e uma em cidades do interior, com o apoio de uma tecnologia de ponta, o OCR, um aparelho que faz a leitura automática das placas dos veículos, identificando os devedores do imposto. Somente os veículos que não pagaram o IPVA e as taxas é que são abordados.

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