Ministério da Saúde intensifica prevenção no Carnaval com distribuição massiva de preservativos no país
Com a cantora Gaby Amarantos como rosto da campanha, o Ministério da Saúde intensifica, no Carnaval de 2026, o incentivo ao uso de preservativos e à prevenção combinada contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Com o mote “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado”, a ação mira especialmente jovens e jovens adultos.
Nos últimos três meses, foram distribuídos 138 milhões de preservativos aos estados para reforçar os estoques no período festivo. Entre eles estão as duas novas versões incorporadas ao SUS em 2025: a texturizada (TEX) e a ultrafina (SENSI). Do total, cerca de 132 milhões são preservativos externos e 3,8 milhões internos. A estratégia busca ampliar a adesão ao método, eficaz na prevenção do HIV, hepatites virais, sífilis e outras ISTs, além de evitar gestações não planejadas.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2019) mostram que apenas 22,8% dos brasileiros relataram uso de preservativo em todas as relações nos 12 meses anteriores à entrevista; 59% disseram não ter usado nenhuma vez. A redução do uso também é apontada em relatórios internacionais, sobretudo entre jovens.

Orientações
A campanha reforça a chamada prevenção combinada. Antes da folia, a orientação inclui vacinação contra hepatites A e B e HPV, testagem para HIV e sífilis e uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Durante o Carnaval, recomenda-se o uso de preservativos externos e internos, além de gel lubrificante. Após situações de risco, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) pode ser iniciada em até 72 horas, além da realização de autoteste de HIV.
Segundo o ministério, as Unidades Básicas de Saúde estão abastecidas com preservativos, testes rápidos, vacinas e profilaxias.
O país também registra avanços: em 2024, houve queda de 13% nos óbitos por aids, totalizando 9,1 mil mortes — a primeira vez em três décadas abaixo de 10 mil. O Brasil ainda alcançou a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, com índices dentro das metas da OMS.
A orientação é clara: prevenir-se é essencial para que a festa seja mais segura.
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