Pesquisa aponta que endividamento atinge nível histórico entre famílias
O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível registrado desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2010. Segundo levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 80,2% dos lares possuíam algum tipo de dívida em fevereiro de 2026.
O índice representa aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, a pesquisa aponta que a inadimplência voltou a subir após três meses consecutivos de queda, atingindo 29,6%, o que significa que quase um terço das famílias não conseguiu pagar suas dívidas em dia.
Juros elevados
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, explicou que o cenário está diretamente relacionado ao alto custo do crédito no país. Desde junho de 2025, a Taxa Selic se mantém em 15% ao ano, o maior nível registrado em quase duas décadas. Segundo ele, apesar do crédito estimular o consumo, os juros altos aumentam o volume de dívidas e dificultam a quitação dos débitos, impactando também setores de comércio e serviços.
Perfil das dívidas
A pesquisa detalha que os tipos mais comuns de dívidas entre as famílias brasileiras incluem cartões de crédito, cheques especiais, financiamentos e empréstimos pessoais. A análise também mostra que os consumidores recorrem ao crédito devido à perda do poder de compra, aumento de preços de produtos e serviços essenciais, e necessidade de manter despesas básicas.
Tendências e impactos
O levantamento é realizado mensalmente e acompanha o comportamento financeiro das famílias, evidenciando tendências de consumo, endividamento e inadimplência. Especialistas alertam que o cenário pode afetar a economia doméstica e reduzir o ritmo de crescimento dos setores de comércio e serviços, além de exigir atenção às políticas de educação financeira e de crédito.
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