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A falência múltipla das drenagens

de Vander Lúcio Barbosa
15 de abril de 2023
em Artigo
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Foto: Anápolis na Rede.

Foto: Anápolis na Rede.

Nada pode deter a chuva. Nada e ninguém é capaz de impedir que ela caia, quando, onde e na quantidade imprevisíveis.

A chuva cai desde que o mundo é muito e vai continuar a cair enquanto o mundo for mundo. Nenhuma tecnologia, nenhuma manobra humana pode mudar o curso dessa realidade.

Então, o que o homem precisa fazer (quanto antes melhor) é adaptar-se à força das águas, sair do caminho delas e evitar desafiá-las. Se agir assim, por certo terá mais chances de conviver com a estação chuvosa.

Os temporais, as tempestades, as inundações e suas consequências  sentidas este ano, com toda a certeza, vão se repetir no ano que  vem e nos anos subsequentes. Não vai parar de chover.

A chuva tem data, local e horário de cair e ninguém pode reverter esta real situação. Assim sendo, os governos, em geral, devem correr contra o relógio e desfazerem coisas e mais coisas que foram feitas erradamente, sob pena de amargarem, ano após ano, as decepções de não serem capazes de oferecer às respectivas comunidades, as condições ideais de sobrevivência.

O que acontece em Anápolis não é diferente do que acontece em outas cidades, menores, do mesmo tamanho e maiores. A chuva cai, em bilhões e bilhões de litros de água. E, esta água precisa escoar para algum lugar. Mesmo que, para isso, tenha que provocar os estragos que a mídia não se cansa de mostrar. Danos materiais, tragédias, horrores e muitas mortes.

Parte disso, ou melhor, a maior parte disso, bem que poderia ser evitada, se a situação não tivesse chegado aonde chegou. Os sistemas de drenagens são meros procedimentos que, em sua maioria, não promovem os resultados almejados. Sem contar que grande parte deles está totalmente e, perdidamente, comprometida pelo entulho de cada dia que a população descarta (de forma irresponsável) nas ruas, praças e avenidas. Esta sujeira entope as canalizações e, os resultados, todo mundo sabe.

A sociedade precisa ser educada de forma  a respeitar a natureza. Ela (a natureza) não agride a ninguém e a nada. Ela, simplesmente, revida os ataques que sofre de parte do homem. Quando este homem edifica casas e comércios às margens dos córregos, nos chamados setores de risco, ele deveria saber que a chuva virá e a água irá invadir suas dependências. Quando o homem escava o pé da montanha, deveria saber que a chuva virá, amolecerá o terreno e a lama vai descer. Quando o homem  joga lixo na rua e esse lixo vai para a canalização, deveria saber que o entupimento vai impedir que a água escoe e, consequentemente, irá invadir casas, lojas, escolas, etc. Então, a chuva não tem culpa de nada. Os culpados são, de fato, os humanos.   

A engenharia tem buscado alternativas, desvia cursos de água, aprofunda os leitos dos córregos, instala tubulações, forma “piscinões”, sugere sumidouros e outros  procedimentos. Tudo em vão. Enquanto a sociedade (rica, pobre, ou, remediada) não se conscientizar de que a natureza é soberana e como tal deve ser respeitada, esta guerra vai continuar. E a chuva vai, sempre, vencer.  Ou a humanidade muda seu comportamento em relação a ela, ou, vai conviver, eternamente,  com o drama das águas.

Rótulos: ChuvasdrenagensFalênciafeedTemporais

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Vander Lúcio Barbosa é editor geral do jornal e portal CONTEXTO

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