Alegria não é matemática. Você não pode simplesmente fazer uma equação ou colocá-la em tubos de ensaios de um laboratório e assim encontra-la. A grande ironia é que a felicidade funciona como uma borboleta: se você a persegue desesperadamente, ela foge, mas se você foca em construir algo maior, ela vem e pousa no seu ombro. Outra comparação interessante é sobre o sono. Se você deita pensando em dormir, vai ficar ansioso e não dormirá; mas se você deita e relaxa, o sono vem.
A felicidade é resultado, não alvo. Muitos estão buscando a felicidade como um fim em si mesmo. O resultado é desastroso! Se você diz ansiosamente, “eu quero a felicidade!”, “eu busco a felicidade!”, você está fazendo uma errônea equação. Quando as circunstâncias estão adequadas, e o ecossistema em equilíbrio, a felicidade brota.
No poema “Borboletas”, de Mário Quintana ele afirma:
“Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar (…) Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.”
A equação da felicidade, se pudermos assim afirmar, seria mais ou menos a seguinte: Se a Realidade for maior que a Expectativa, o resultado é positivo (Alegria, contentamento, gratidão). Se a Expectativa for maior que a Realidade, o resultado é negativo (frustração e reclamação). Há sempre o perigo da expectativa tóxica. Vivemos na era do “espetáculo”. As redes sociais elevam nossa expectativa a níveis irreais (casamentos perfeitos, produtividade inabalável, sucesso, corpo escultural), então, quando a realidade bate à porta, nos sentimos frustrados, porque temos expectativas altas demais.
Quando operamos com “menos expectativa”, abrimos espaço para o encantamento: Se você espera um banquete e recebe um pão com queijo, você se frustra. Se você não espera nada e recebe o mesmo pão com queijo, você celebra o “milagre do provimento”.
Por isto, é importante não diminuir a fé, mas calibrar as expectativas. Não é sem razão que vivemos numa era de infelicidade eficiente — temos tudo, mas estamos vazios. Temos uma “ditadura do mais” que gera insaciabilidade e insatisfação, mas a sabedoria nos convida a “apreciar o agora”, isto é gratidão. Não temos tudo que desejamos, mas estamos felizes com tudo que temos.
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