Tensão política marca início das sessões na Assembleia Legislativa
O ato deveria ter caráter festivo, mas a cerimônia de abertura da sessão legislativa, na quarta-feira, 18, na Assembleia Legislativa de Goiás, foi realizada sob clima de tensão política, especialmente pelo confronto governo-oposição e pelos xingamentos do deputado estadual Clécio Alves (Republicanos) direcionados ao prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), ao final da sessão. Todas as falas tiveram forte apelo de pré-campanha.
Críticas Governo
Em nome da bancada de oposição, usou a palavra, por 23 minutos, o deputado anapolino, Antônio Gomide (PT). O parlamentar fez duras críticas à postura do governo na condução de temas como o que classificou de crescimento das despesas do Estado, possibilidade de privatização da Saneago, a cobrança da Taxa do Agro, achatamento de salários dos servidores, a venda do Hospital do Servidor Público e deterioração do Ipasgo.
Defesa Caiado
Em seguida, o governador Ronaldo Caiado (PSD) falou por 1 hora e 5 minutos. Fez críticas à administração anterior, citando que em Goiás prevalecia “corrupção, desmando e criminalidade”. Disse que recebeu o Estado com Capacidade de Pagamento (Capag) C. Contestou Gomide sobre o endividamento do Estado e disse que Goiás devia 93% de sua arrecadação e que, hoje, deve 62,2%, subindo para Capag B, e que Daniel Vilela vai entregar com Capag A.
Contas Públicas
Caiado disse que o Governo Federal está próximo de ultrapassar endividamento de 100% de sua receita. Revelou que as contas de Goiás estão em dia, com R$ 9,8 bilhões nos cofres. Ronaldo Caiado anunciou também o fim da cobrança do Fundeinfra, a popular Taxa do Agro, criada em seu governo há 3 anos e que teria arrecadado R$ 2,76 bilhões.
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