Albérico Borges de Carvalho, Carlos de Pina, Cel. Cristóvão Campos, Manoel da Silva Maria, José E. Roriz, Calixto José Feres, Declieux J. Crispim, Nicanor de Faria e Silva.
Muitos podem não conhecer essas personalidades ou que o elas representaram para parte da história do desenvolvimento de Anápolis.
Essas pessoas são aquelas que, no dia 8 de fevereiro de 1936, na sede do Clube Lítero-Recreativo de Anápolis (CRA) participaram de uma reunião conduzida pelo então prefeito José Fernandes Valente, para compor a primeira diretoria provisória da Associação Comercial de Anápolis, a ACIA, que somente alguns anos mais tarde, incorporou a indústria não apenas na sigla, mas na sua história e nas bandeiras de lutas.
De lá para cá, são 90 anos de história. Muitas bandeiras, lutas, conquistas. Muitos presidentes e diretores deixaram sua contribuição nessa jornada importante de uma entidade classista que é uma das mais antigas em atividade em Goiás.
Na noite da última quarta-feira (25/2), a ACIA realizou uma noite de gala na Fazenda Cavalo de Raça, para celebrar a passagem dos seus 90 anos de existência e para a posse festiva da atual diretoria, eleita no final do ano passado e capitaneada pelo empresário Luiz Cláudio Ledra, que foi reconduzido ao cargo para mais um mandato.
O evento teve a presença de várias autoridades, entre elas o prefeito Márcio Corrêa; os deputados Amilton Filho (estadual) e Rubens Otoni (federal); a presidente da Câmara Municipal, Andreia Rezende; o presidente da Goinfra, Pedro Sales; presidente da FACIEG, Márcio Luís da Silva; vários dirigentes classistas do setor produtivo; ex-presidentes; entre outras.
Em seu discurso, o presidente reeleito, Luiz Cláudio Ledra lembrou da contribuição dada pelos ex-presidentes e suas respectivas diretorias na construção da história da entidade e ressaltou que a história da ACIA “é parte da história de Anápolis”.
As autoridades que discursaram durante o evento, também enalteceram o histórico de luta que a entidade tem para com os seus associados, para o fortalecimento do setor produtivo e para o desenvolvimento de Anápolis e de Goiás.
Mais história
A ACIA surgiu um ano depois da implantação da Estrada de Ferro Goyaz, que trazia para os anapolinos uma euforia com aquela máquina sob os trilhos, um símbolo de progresso. Dali em diante, começava a se alimentar o sonho para que a cidade, já conhecida na área comercial, pudesse também alcançar a industrialização.
A indústria local teve as suas raízes na implantação nas beneficiadoras de arroz e no chão de fábrica das cerâmicas. A indústria ceramista anapolina contribuiu com a construção de duas capitais- Goiânia e Brasília.
Essa vocação industrial, a localização geográfica privilegiada, entre outros fatores, despertou o interesse do Governo Federal, em trazer para o município uma unidade da Força Aérea Brasileira. Além, claro, do trabalho que as lideranças realizaram para que aqui, de fato, essa unidade se instalasse.
Em 1972, a Base Aérea de Anápolis tornou-se uma realidade. E foi dentro da ACIA, que funcionou o seu primeiro escritório, estabelecendo essa ligação forte que hoje já está consolidada entre a BAAN e a cidade.
Menina dos olhos
Pouco mais adiante, a ACIA também viu nascer outra “menina dos olhos” de sua luta: o Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA), inaugurado em 1976 com as presenças do então presidente da República, Ernesto Geisel, do então governador Irapuan Costa Júnior e o prefeito à época, Jamel Cecílio.
Entretanto, até chegar ao dia 9 de novembro de 1976, muita discussão, projetos e suor demandou-se no classismo com Sultan Falluh, Ruy Abdalla, Nelson de Abreu, entre muitos outros.
A partir do DAIA, novas lutas se travaram na entidade: primeiro para o “povoamento” do distrito, que se deu somente anos mais tarde com os programas de incentivos fiscais do governo estadual, o Fomentar e o Produzir.
A implantação da primeira Estação Aduaneira Interior (hoje o Porto Seco Centro-Oeste, engrenagem importante da economia não só de Anápolis, mas de Goiás) passou pela ação inconteste da ACIA, com o trabalho do classista Gilson Teixeira do Amaral Brito. Isso, já no final da década de 1990
Foi durante uma audiência pública capitaneada pela ACIA, que se esboçou o projeto de implantação do Polo Farmacêutico do DAIA, que originou o Polo Farmacêutico de Goiás, hoje considerado o segundo maior do país.
A indústria automobilística, através da CAOA, também veio para o DAIA pelo trabalho importante de um classista: Ridoval Chiareloto, ex-presidente da ACIA e então secretário de Indústria e Comércio. Isso, em 2007, no governo Marconi Perillo.
Feiras e personagens
São vários feitos colecionados nessa história de 89 da ACIA, além das memoráveis feiras de amostra da indústria e do comércio local, como a Faiana.
Falar da ACIA, é falar do entusiasmo do Capitão Waldyr, do Epaminondas Costa, do Watson Ferreira, entre tantos outros que ali depositaram as suas energias em prol do progresso de Anápolis.
Falar da ACIA é dizer que a entidade é parte da história de Anápolis. Na verdade, são uma única história, porque a Associação é de Anápolis.
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