Estudo revela queda preocupante nas horas de sono dos adolescentes e impactos na saúde
No Brasil, dados da Fundação Oswaldo Cruz indicam que cerca de metade dos adolescentes dorme menos do que as oito a dez horas recomendadas. Entre os fatores estão a dupla jornada de estudo e trabalho e o uso excessivo de telas.
O país está entre os que mais utilizam redes sociais no mundo, o que afeta diretamente a qualidade do sono. A privação crônica também aumenta a probabilidade de jovens recorrerem ao álcool ou cigarro como forma de lidar com irritação e cansaço.
Pesquisa publicada na revista Journal of the American Medical Association, realizado com cerca de 120 mil jovens, mostra que 77% dos adolescentes dormem apenas sete horas ou menos por noite — aumento em relação aos 69% registrados em levantamento anterior.
Além disso, aproximadamente um em cada quatro jovens dorme cinco horas ou menos, nível considerado extremamente baixo. Durante a puberdade, ocorre atraso natural no ritmo circadiano, fazendo com que os adolescentes sintam sono mais tarde. O problema é que muitos não conseguem recuperar essas horas de descanso.
Impactos mentais
O sono adequado é fundamental porque o cérebro do adolescente passa por intensas transformações. A fase de sono profundo, conhecida como REM, é essencial para limpar toxinas cerebrais, consolidar memórias e regular emoções.
A privação prolongada de descanso tem sido associada ao aumento de sintomas depressivos e até ideação suicida entre jovens, além de comprometer concentração, aprendizagem e estabilidade emocional durante o dia.
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