A história de superação da anapolina Thaís Maia ganhou o Brasil nesta terça-feira (10), ao ser destaque no Globo Esporte, da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás
A trajetória de Thaís Maia, 31 anos, é a prova de que o tatame pode ser muito mais do que um local de competição; para ela, foi o lugar onde a vida foi reconstruída. De uma infância marcada pela extrema pobreza à convocação para o Campeonato Mundial de Karatê, a atleta anapolina tornou-se símbolo de resiliência em Goiás.
O diagnóstico que mudou tudo
O início de Thaís nas artes marciais não foi planejado. A motivação veio através do filho, Miguel, diagnosticado com autismo nível 1. Por recomendação médica, o garoto precisava praticar uma atividade que estimulasse a disciplina e o foco. Thaís decidiu acompanhá-lo nos treinos e acabou descobrindo que ela também é autista.
O que começou como um suporte materno transformou-se em uma cura pessoal. “Com um mês de karatê, eu já não fumava, não bebia e não usava drogas”, relatou a atleta, que hoje celebra três anos de uma vida completamente transformada pelo esporte.
A luta contra o passado
Antes de ostentar medalhas no peito, Thaís precisou lutar contra estatísticas cruéis. Criada pela avó, a quem chama de mãe, ela enfrentou uma infância de privações severas, chegando a buscar alimento em aterros sanitários para sobreviver. Além da fome, a trajetória foi marcada por abusos, mas a “fome de vencer” foi o que prevaleceu no final.
Para o seu treinador, Sensei Gedes Silvestre, essas dificuldades forjaram uma competidora implacável. “A Thaís tem tudo o que compõe um atleta vencedor: responsabilidade, disciplina e fome de vitória”, destaca o mestre.
O próximo desafio: o mundo
Hoje, Thaís Maia é uma realidade no esporte brasileiro:
Títulos: Bicampeã Brasileira e campeã da Copa Brasil.
Categoria: Faixa laranja, acima de 66kg.
Meta: Representar o Brasil no Mundial de Karatê.
Apesar do sucesso esportivo, o desafio financeiro ainda é um adversário. Sem patrocínios que cubram todos os custos internacionais, a campeã não se deixa abater: vende tortas de porta em porta e organiza vaquinhas virtuais para custear a viagem. “Eu não tenho medo de trabalhar, não tenho preguiça”, afirma Thaís, pronta para aplicar no cenário mundial a maior lição que aprendeu na vida: a de que nunca é tarde para recomeçar.
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