A Polícia Civil resgatou cerca de 50 pessoas, principalmente idosos, de uma clínica suposta chamada Amparo, em condições de maus tratos, cárcere privado e abandono. Os internos eram provocados para parecerem agressivos. Pastor responsável, quatro pessoas autuadas. As investigações prosseguem com depoimentos de familiares e responsáveis.
Um caso de horror. Na noite desta terça-feira, 29/8, a Polícia Civil, através de uma operação coordenada pelo delegado Manoel Vanderic, resgatou cerca de 50 pessoas, a maioria idosos, que eram mantidos em condições degradantes numa suposta clínica, denominada Amparo.
O fato foi relatado pelo repórter Marcelo Santos, que acompanhou, até na madrugada de hoje (30), a transferência dos internos nesta suposta clínica para o Ginásio Carlos de Pina, com acompanhamento de equipes da área de assistência social da Prefeitura de Anápolis.
Os internos, pelo que foi apurado pela polícia, estavam em situação de maus tratos, abandono e cárcere privado.
Um deles disse, em entrevista, que foi levado para o local sob ameaça. Conforme narrou, estava trabalhando na roça quando foi abordado por três homens, um deles, inclusive, o teria ameaçado com uma arma de fogo.
Esse mesmo homem relatou que lá na suposta clínica, os internos eram provocados para que saíssem do sério e daí eram acusados de serem “loucos e agressivos”.

O delegado Manoel Vanderic relatou a ocorrência, que se deu com o flagrante no local, que funciona numa casa na saída para Corumbá de Goiás, nas proximidades do novo presídio. No imóvel, de muros altos, não havia placa de identificação.
Segundo ele, havia de 40 a 50 pessoas divididas em duas alas, onde havia um mau cheiro intenso, devido à urina pelo chão.
As pessoas, ainda de acordo com o delegado, demonstravam sinais de maus tratos, marcas de violência e desnutrição.
O responsável pelo local, que seria um pastor, empreendeu fuga e deixou a esposa para trás. Quatro pessoas que se encontravam na suposta clínica foram autuadas.
A investigação continua e, inclusive, familiares e responsáveis dos internos devem ser ouvidos no inquérito policial.






