Instituições goianas, incluindo Anápolis, integram seleção nacional para fortalecer oncologia e atendimento à pessoa com deficiência
Anápolis está entre os municípios goianos contemplados na seleção nacional de projetos voltados à atenção oncológica e à saúde da pessoa com deficiência, divulgada pelo Ministério da Saúde. A iniciativa integra o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), alinhados à estratégia Agora Tem Especialistas, que prioriza a ampliação do acesso e a redução do tempo de espera por atendimentos especializados.
Ao todo, 184 instituições privadas e sem fins lucrativos foram selecionadas em 22 estados e no Distrito Federal, com autorização para captação de até R$ 652 milhões em doações incentivadas. Goiás obteve destaque nacional ao emplacar seis instituições aprovadas, sendo duas no Pronon e quatro no Pronas/PCD, localizadas em municípios como Goiânia, Rio Verde, Anápolis e Nova Crixás. Entre as contempladas está a Associação de Combate ao Câncer em Goiás, sediada na capital.
Projetos Aprovados
Para o ciclo de 2025, o Ministério da Saúde aprovou 188 projetos, sendo 85 vinculados ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e 103 ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). A maior parte das iniciativas, 163 projetos, é voltada diretamente à prestação de serviços médico-assistenciais, com ampliação do acesso a exames, tratamentos e atendimentos especializados. Outros 17 projetos priorizam a formação, capacitação e o aperfeiçoamento de profissionais da saúde, enquanto oito têm foco em pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais e socioantropológicas.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, os programas vêm se consolidando como instrumentos estratégicos para o fortalecimento da atenção especializada no Brasil. No âmbito do Pronon, os projetos contribuem para ampliar o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer, além de estimular pesquisas e a qualificação dos trabalhadores da saúde. Já no Pronas/PCD, destaca-se o crescimento de propostas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), refletindo sensibilidade às demandas emergentes da sociedade.
O financiamento ocorre por meio de doações incentivadas de pessoas físicas e jurídicas, que podem destinar até 1% do imposto de renda devido para cada programa. Os limites anuais de captação são de R$ 473,9 milhões para o Pronon e R$ 165,9 milhões para o Pronas/PCD, fortalecendo políticas públicas de saúde, inclusão social e qualidade de vida.
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