Fiscalizações realizadas ao longo de 2025 resultaram em centenas de operações e prisões no estado
O combate ao furto de energia ganhou força em Goiás ao longo de 2025. De acordo com dados divulgados pela concessionária responsável pela distribuição no estado, foram realizadas mais de 370 operações de fiscalização, com quase 200 prisões registradas no período. As ações ocorreram em parceria com forças de segurança pública e tiveram como foco a identificação de ligações clandestinas e fraudes no consumo.
As operações se concentraram principalmente em regiões com maior densidade populacional e atividade econômica. Goiânia liderou o número de fiscalizações, com 96 ações, seguida pela região Metropolitana (71), Firminópolis (43), Luziânia (40) e Anápolis (37). Também foram registradas ocorrências em municípios como Iporá, Rio Verde, Morrinhos, Formosa e Uruaçu.
Riscos reais
Além de configurar crime, o furto de energia representa risco direto à população. Ligações clandestinas podem provocar sobrecarga na rede elétrica, curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos. Moradores, comerciantes e equipes técnicas ficam expostos a situações de perigo.
Especialistas alertam que a manipulação irregular da rede compromete não apenas a segurança, mas também a estabilidade do fornecimento, podendo causar interrupções e oscilações no serviço. O problema atinge consumidores regulares, que acabam impactados por falhas provocadas por fraudes.
Impacto econômico
Os dados apontam que, em 2025, as perdas de energia somaram 22,47 gigawatt-hora (GWh). Esse volume seria suficiente para abastecer Goiânia por seis dias, Anápolis por 23 dias e Aparecida de Goiânia por 19 dias, considerando o consumo médio residencial.
Além do prejuízo técnico, o desvio de energia gera impacto financeiro significativo para o sistema elétrico. O enfrentamento às fraudes inclui monitoramento constante, uso de inteligência operacional e atuação integrada com autoridades policiais.
Com a entrada em vigor da Lei nº 15.181, sancionada em julho de 2025, as penas para furto qualificado de fios e equipamentos utilizados em serviços essenciais foram ampliadas, podendo chegar a oito anos de reclusão, além de multa.
As fiscalizações seguem em andamento em diferentes regiões do estado.
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