Em Anápolis, estudantes e professores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e de escolas da rede estadual foram às ruas com faixas e cartazes. Segundo a organização, cerca de 300 pessoas compareceram. A PM não estimou número.
A movimentação ocorreu nas principais cidades do Estado e, também, por todo o Brasil, devido a cortes no repasse de verba pública para escolas e universidades.
A Secretaria Municipal de Educação informou que nenhuma escola vinculada à prefeitura deixou de ter aulas. Outras 19 escolas estaduais aderiram e paralisaram as atividades.
Bloqueio de recursos
Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.
De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.
Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.
Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.
Fonte: Portal G1




