Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretava que a epidemia do coronavírus- surgida a partir do final de 2019, na China- se tornava uma pandemia, por conta de seu alastramento para todo o mundo.
Não foi diferente no Brasil e não foi diferente em Anápolis.
Por aqui, o primeiro caso de Covid-19 foi registrado no dia 16 de março de 2020. Não demorou muito e o primeiro óbito foi anunciado em 30 de abril. Tratava-se de uma senhora de 75 anos de idade, cuja identidade não foi revelada.
Depois dela, muitas e muitas mortes por Covid-19 e suas complicações entraram para esta triste estatística. Não há uma contagem de quantas pessoas precisaram de ficar internadas em leitos comuns ou de UTIs. Mas, foram milhares.
O último dado consolidado no Painel da Covid-19 do Ministério da Saúde é de setembro do ano passado. Segundo o registro, o número de casos acumulados era de 106.897 e o de óbitos, de 2.074.
É difícil não ter um núcleo familiar onde um parente ou pessoa próxima não tenha sido acometida ou tenha morrido por conta da doença.
Até hoje, a OMS ainda não decretou o fim da pandemia, certamente, porque ainda se tem registros da doença espalhados pelo mundo. Porém, não na proporção daquilo que aconteceu de 2021 até parte de 2022.
Uma verdadeira guerra
O quadro só não foi pior, porque muitos profissionais, como médicos e enfermeiros, sobretudo, se colocaram no “front” dessa guerra de saúde público, combatendo, na época, um inimigo que era ainda pouco conhecido.
Essa luta foi inglória para muitos desses profissionais, que acabaram tendo suas vidas ceifadas.
Em Anápolis, a batalha da Covid-19 começou antes mesmo do primeiro caso da doença ser anunciada. Em fevereiro de 2020, a cidade recebeu na Base Aéreas os brasileiros repatriados de Wuhan-China, onde se deu o epicentro do coronavírus.
O município chamou atenção do Brasil e de outros países por este gesto de acolhimento e, depois, teve de enfrentar sua própria batalha interna no enfrentamento da pandemia.
Homenagem
Muitas vidas se foram, mas de tudo ficou o aprendizado e o reconhecimento àqueles que puseram suas vidas em risco para salvar outras vidas.
Foi nesse contexto que surgiu a Lei Municipal nº 4.314/2023, que instituiu o Dia Municipal em homenagem e gratidão aos profissionais da saúde que atuaram na linha de frente contra a Covid-19, que será celebrado todos os anos, em 15 de março.
Essa lei surgiu de uma iniciativa do vereador Policial Federal Suender, que passou vários dias internado em um leito de hospital travando batalha pela vida contra a doença.
No ano passado, a Câmara realizou uma sessão solene para homenagear alguns dos profissionais que atuaram nessa linha de frente. Um deles, na época, foi o médico Hans Stauber Kronit, que tratou do vereador Suender.
No dia da homenagem ele lembrou sobre os acontecimentos daquele período: “Quando alguém me pergunta assim a definição do que a gente viveu foi isso, foi uma guerra. Uma guerra com um inimigo invisível e que a gente não tinha conhecimento. Então, realmente é uma honra você poder ter participado disso e ver pessoas que sobreviveram”.
“Foram realmente soldados na época da pandemia, que arriscaram as suas vidas para fazer ali o tratamento, receber as pessoas, dias difíceis que essas pessoas enfrentaram, mas estavam ali batalhando, combatendo essa doença que na época foi a doença que deixou muita tristeza no mundo todo”, comentou o vereador em discurso, naquela solenidade.





