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APAE de Anápolis entra na fase mais avançada

de Carolina Umbelino
2 de agosto de 2013
em Saúde
Reading Time: 4 mins read
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Desde o último mês de julho, a APAE Anápolis está habilitada para a Fase IV do Teste do Pezinho, o que significa a capacidade para diagnosticar e tratar seis doenças que poderiam causar deficiência intelectual e até a morte de bebês. A unidade é referência o Centro Oeste para a realização do Teste do Pezinho e o único no estado credenciado pelo Ministério da Saúde. Obrigatório por lei, o teste é realizado em todos os recém-nascidos, entre o 3º e o 5º dia de vida, por meio da coleta de uma amostra de sangue, através de uma punção no calcanhar.
De acordo com a coordenadora do Laboratório da APAE Anápolis, Dra. Eliane Pereira dos Santos, são quase 800 unidades de coleta (unidades básicas de saúde) do Teste do Pezinho em todos os 246 municípios do Estado. Após a coleta o material é imediatamente enviado ao laboratório da APAE Anápolis, que é o único em todo o Estado que realiza o exame através do SUS.
Começo
A APAE Anápolis começou a realizar o Teste do Pezinho em 1994 e, desde então, já fez a triagem de quase um milhão e 400 mil recém-nascidos. “Já foram diagnosticadas mais de 1500 crianças com as diversas patologias englobadas pelo programa”, contabiliza a coordenadora.
Caso seja detectada alguma doença, entra em ação o serviço de busca ativa da APAE Anápolis, que localiza a criança, esteja ela onde estiver, e entrar em contato com a secretaria de saúde do município a fim de enviar este paciente, o mais rápido possível, para tratamento. Normalmente, com 12 dias de vida, o bebê já está no Ambulatório da APAE Anápolis para iniciar o tratamento.
“Com a habilitação na Fase IV, além do acesso a triagem neonatal, as crianças com qualquer suspeita das doenças e posteriormente diagnosticadas terão toda a estrutura para o tratamento garantida”, explicou Eliane Pereira dos Santos.
Programa Nacional
Goiás é o quinto estado brasileiro a ser habilitado na Fase IV do Teste do Pezinho. Os serviços de referência de cada estado são habilitados de acordo com a estrutura que oferecem para diagnóstico e tratamento das doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho. Por isso, esta habilitação é concedida em quatro etapas, sendo que a cada uma é acrescida uma ou mais doenças para serem diagnosticadas e tratadas.
O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), do Ministério da Saúde, foi dividido em fases para habilitar os estados de acordo com as condições locais. Estão incluídas aí o atendimento médico, o diagnóstico laboratorial e condições de assistência hospitalar.
O Ministério da Saúde assinou Termo de Cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para realização de um diagnóstico da triagem neonatal e elaboração de um plano de ação para cada um dos estados do País. A anapolina Eliane Pereira dos Santos faz parte da equipe responsável pela reformulação do PNTN. “Este é um grande desafio para o Ministério da Saúde, pois a meta é que em 2014 todos os estados brasileiros estejam na Fase IV”, diz.
“Goiás é pioneiro na investigação da Hiperplasia Adrenal Congênita que começou em 1997, portanto tem uma experiência de 16 anos. E, por isto, eu fui convidada a participar do grupo de assessoramento técnico do Ministério da Saúde, para escrever o protocolo clínico, diretrizes terapêuticas e também o diagnóstico da doença”, conta.
Elaine explica ainda que apesar de a APAE Anápolis ter iniciado na Fase IV do PNTN no dia 1 de julho de 2013, apenas a Deficiência de Biotinidase precisou ser acrescentada aos exames, já que a Hiperplasia Adrenal Congênita já fazia parte do programa da instituição. “Pretendemos, agora, buscar apoio junto aos governos Estadual e Municipal, para implantarmos uma nova doença em substituição a esta e continuar a frente sempre com uma doença a mais para rastrear e tratar”, finaliza.

BOX
Fases do Teste do Pezinho:
Fase I: Hipotireoidismo Congênito e Fenilcetonúria – estas duas doenças podem ser tratadas só com serviço ambulatorial e necessitam de médico endocrinologista, pediatra e nutricionista como profissionais principais. Também é indicado acompanhamento de psicólogo e assistente social. As duas doenças, se não identificadas, e iniciado o tratamento precocemente, levam à deficiência do desenvolvimento neuropsicomotor.
Fase II: Inclui a fase I mais doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias, que causam uma anemia grave e vários outros sintomas e condições clínicas graves. O diagnóstico precoce vai permitir o inicio precoce de medidas profiláticas que irão reduzir os episódios de descompensação do paciente, diminuindo as internações e muitas vezes evitando óbitos. Estes pacientes necessitam ter uma rede assistencial hospitalar e médicos especialistas como hematologistas. Além de toda uma equipe multidisciplinar de apoio como assistente social, psicólogo, enfermeira (o). E um laboratório especializado para fazer o diagnóstico e, também, o acompanhamento, além de um serviço de hemoterapia, pois são constantemente transfundidos.
Fase III: Acrescenta às fases anteriores uma doença denominada Fibrose Cística que, apesar do diagnóstico precoce, tem sintomas severos a nível pulmonar de digestivo. Estas crianças apresentam pneumonias de repetição e também dificuldade em absorver alimentos – o que leva à desnutrição severa. Os profissionais que assistem a esta doença, são médicos pneumologista e gastroenterologista, fisioterapeutas, nutricionistas, assistente social, psicólogo e um laboratório também especializado no diagnóstico e acompanhamento.
Fase IV: Aqui entram duas doenças, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase. A Hiperplasia é uma doença que, se não diagnosticada precocemente, pode levar a criança à morte por desidratação severa – em uma das suas formas. Além do diagnóstico precoce, a sequência do tratamento exige acompanhamento com endocrinologista, médico cirurgião pediátrico (este vai ser necessário quando e se meninas que sofreram a ação dos hormônios sexuais masculinos – uma das condições da doença – nascerem com uma genitália masculinizada e tiverem que passar por correção cirúrgica). Como as outras doenças, também, será necessária uma equipe multidisciplinar. Já a Deficiência da Biotinidase – em que a criança nasce sem a enzima Biotinidase, que vai participar da síntese da Biotina – pode levar à alopecia (queda dos pelos), eczemas de pele e a diminuição da imunidade, causando septicemia (infecção generalizada disseminada pelo sangue) e óbito.

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