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Brasil Supersônico: Gripen produzido no Brasil vai decolar

de Claudius Brito
24 de março de 2026
em Força Aérea Brasileira
Reading Time: 2 mins read
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F 39 Gripen- SAAB- Divulgação

F 39 Gripen- SAAB- Divulgação

O tempo passa voando. Em 2013, o Governo do Brasil anunciou o resultado da licitação para a compra de 36 caças a jato, destinados a renovar a esquadrilha da Força Aérea Brasileira.

A vencedora do certame, após anos de debates, foi a sueca Saab, fabricante do supersônico Gripen F-39E.

A decisão pesou a favor da Saab pelo fato de a empresa ter aceitado abrir a tecnologia dos aviões para o Brasil, permitindo a fabricação em solo brasileiro e o desenvolvimento de novas aeronaves nacionais.

Amanhã (25/3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar do lançamento oficial do modelo F-39E totalmente fabricado no Brasil, graças à transferência de tecnologia para a Força Aérea Brasileira e para a Embraer, conforme acertado no contrato de 2013.

O lançamento está marcado para o Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto, em São Paulo.

Baterias “inimigas”

No início, a compra do Gripen teve de romper baterias” inimigas”, que tentavam alvejar a operação.

 Isso porque a fabricante sueca disputava a licitação com a toda poderosa Boeing, que oferecia o F-18 Super Hornet, e com a francesa Dassault, produtora do jato Rafale. O escolhido iria substituir os já lendários Mirage.

Para o projeto nacional, a transferência total de tecnologia era cláusula importante. A Boeing não garantiu expressamente – de forma vaga, apenas afirmou que ressarciria o Brasil caso não fizesse a transferência.

Já a francesa Dassault se negou a ceder o código-fonte (o pulo do gato) do projeto dos caças Rafale.

A Boeing, também preterida na concorrência, chegaria a anunciar a compra da Embraer em 2018, desistindo da compra dois anos depois, por problemas de caixa.

Feito com o Brasil, no Brasil

Uma das críticas ventiladas na imprensa era de que os concorrentes estadunidense e francês eram testados e aprovados, enquanto o Gripen era um projeto em desenvolvimento – e este ponto criticado foi essencial para transferência de tecnologia, uma vez que, durante o projeto, especialistas da indústria brasileira puderam participar.

A FAB já recebeu 10 aeronaves da SAAB, a fabricante sueca. Os caças estão incorporados na Base Aérea de Anápolis (BAAN).

Com informações da Agência GOV
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