VERSÃO FLIP
sábado, 30 de agosto, 2025
  • Entrar
  • Registrar
Contexto
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Contexto
sábado, 30 de agosto, 2025
Contexto

Brincadeiras sem graça

de Vander Lúcio Barbosa
1 de dezembro de 2023
em Artigo
Reading Time: 2 mins read
0 0
A A
0
Em Goiás, entende que médico teria submetido um colaborador a situação análoga à escravidão. Foto: Reprodução redes sociais

Em Goiás, entende que médico teria submetido um colaborador a situação análoga à escravidão. Foto: Reprodução redes sociais

Na Cidade de Goiás, antiga capital do Estado, o médico Márcio Antônio Souza Júnior foi condenado a pagar R$ 300 mil em indenização, após gravar e humilhar um homem negro que trabalhava em sua fazenda. A defesa diz que vai recorrer da decisão.

Márcio gravou um vídeo em que mostrava o empregado, um negro, com pés e mãos presos por grilhões (antigos equipamentos de ferro para se aprisionarem escravos) e com uma gargalheira (colar de correntes) presa ao pescoço. Segundo o médico, “tudo não passou de uma brincadeira”. Mas, a juíza Érika Barbosa Cavalcante não entendeu assim e o condenou. Preconceito, discriminação, homofobia e outras manifestações do gênero são brincadeiras que, às vezes, custam caro. A evolução social, em diferentes níveis, tem relatado direitos difusos e coletivos, até então subutilizados por muitas comunidades chamadas minorias que, décadas, até séculos a fio, sofrem vários tipos de abuso, sem perceberem que estão sendo abusadas.

O episódio em “Goiás Velho” não é um incidente isolado ou casual. A rejeição social, conhecida como bullying, tornou-se um problema reconhecido, levando a uma conscientização crescente. Atualmente, uma parte significativa da legislação nacional aborda casos desse tipo. Cada vez mais, pessoas que se sentem prejudicadas buscam reparação moral e material para proteger seus direitos de cidadania. Como no caso mencionado, muitos alcançam o reconhecimento de suas identidades como cidadãos e seres humanos.

Criticar, ridicularizar, achacar, vilipendiar e diminuir pessoas por sua orientação sexual, cor de pele, status social, religião ou preferências pessoais pode não ser tão engraçado, ou interessante como aparenta. Tais manifestações, conscientes ou inconscientes, frequentemente causam ferimentos na alma, espírito e intelecto, deixando marcas profundas que não desaparecem com o tempo. Apelidar, adjetivar ou qualificar de forma pejorativa está longe de ser considerado liberdade de expressão. No contexto atual, com o conhecimento geral e aprimoramento das leis, dirigir-se a alguém como se fosse diferente torna-se cada vez mais antipático, inaceitável e repugnante.

As leis universais, as constituições e os princípios sociais destacam a importância de promover a ideia de igualdade entre as gerações, independentemente de fatores como cor, raça, situação econômica, religião, e outros. A legislação existe para aqueles que discordam ou agem de forma contrária, como foi o caso de um médico em “Goiás Velho”, que enfrentou as consequências de uma brincadeira inadequada. Aconselha-se aos que compartilham de ideias semelhantes a repensarem suas posições, pois podem, eventualmente, enfrentar responsabilidades sociais e jurídicas. É uma escolha mais sábia.

Rótulos: capadestaqueopinião

Mais Artigos

Pauta Aberta – Por Orisvaldo Pires

de Orisvaldo Pires
29 de agosto de 2025
0

Mudou O vice-prefeito Walter Vosgrau deixa o MDB e se filia ao PSD. A mudança foi confirmada por ele esta...

Noção de tempo – Por Samuel Vieira

de Anna Rhaissa
29 de agosto de 2025
0

Sempre me impressionei com a relatividade do tempo. Para um time que está perdendo e quer virar o jogo, os...

Vander Lúcio Barbosa é editor geral do jornal e portal CONTEXTO

O direito de sofrer em paz

de Vander Lúcio Barbosa
29 de agosto de 2025
0

O direito de sofrer em paz: a humanização do luto materno no Brasil Por Vander Lúcio Barbosa A dor de...

Carregar Mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eu aceito as Políticas de Privacidade e Uso.

As mais lidas da semana

  • Foto: Rafael da Silva Xarão

    Passagem do transporte coletivo de Anápolis pode ir a R$ 8,19 por decisão judicial

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Anápolis vive o luxo e a exclusividade no Primeiro Exotic Experience

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Desenvolvido gel capaz de regenerar cartilagem sem cirurgia ou implantes

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Quando a ignorância triunfa sobre o diálogo

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Anel Viário levará o nome do Dr. CAOA, fundador de montadora no DAIA

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
Contexto

Jornal Contexto de Anápolis. Todos os direitos reservados © 2019 Feito com Pyqui

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie Conosco
  • Contato

Siga-nos

Seja bem-vindo(a)!

Entre em sua conta abaixo

Esqueceu sua senha? Registrar-se

Crie sua conta :)

Preencha o formulário para se registrar

*Ao se registrar em nosso site você aceita as nossas Políticas de Privacidade e Uso.
Todos os campos são obrigatórios Entrar

Recupere sua senha

Por favor insira seu Usuário ou Email para recuperar a sua senha

Entrar
  • Entrar
  • Registrar-se
  • Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Segurança
  • Saúde
  • Educação
  • Emprego
  • Esportes
  • Entretenimento
  • Gastronomia
  • Mulher
  • Geral
  • Opinião
  • Versão Flip
  • Anuncie Conosco
  • Quem Somos
  • Contato
  • Políticas de Privacidade e Uso
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Jornal Contexto de Anápolis. Todos os direitos reservados © 2019 Feito com Pyqui