A possibilidade de Anápolis estar passando por um período de desaceleração econômica, acendeu a luz de alerta da sociedade organizada para que haja uma reação, em tempo, para que essa situação não se consolide.
Dentro dessa linha, a Câmara Municipal de Anápolis, por iniciativa da presidente da casa, a vereadora Andreia Rezende, reuniu praticamente todas as entidades do setor produtivo, inclusive, as chamadas “entidades mães”, como a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e a Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio) em torno de um debate sobre essa questão.
Pode-se dizer que o “Prospera Anápolis”, como foi denominado o encontro, é um movimento que está por iniciar uma jornada de leitura do cenário econômico e, mais do isso, uma união de forças para que o município possa se reposicionar como polo de desenvolvimento econômico de Goiás.
Essa leitura de cenário começou antes, no início do ano, quando o IBGE divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros.
Conforme foi apurado e divulgado pelo CONTEXTO, em 2022, o PIB de Anápolis foi de R$ 19,3 bilhões, com crescimento de 9,01% frente ao PIB de 2021, que foi de R$ 17,7 bilhões.
Em 2023, o PIB anapolino saltou para R$ 20,4 bilhões, com crescimento de 5,36% frente ao apurado em 2022, de R$ 19,3 bilhões.
Até 2021, Anápolis ocupava o segundo lugar no ranking do PIB de Goiás, atrás apenas da capital, Goiânia, que era e se mantém em primeiro lugar. Em 2022, o município perdeu essa posição para Aparecida de Goiânia e caiu para a terceira posição. E, em 2023, Rio Verde passou a ocupar a segunda posição, com Aparecida em terceiro e Anápolis caiu para a quarta posição.
Essa perda de posições do PIB levantou as preocupações correntes e gerou a mobilização que está acontecendo agora. Essa união de esforços para o reposicionamento de Anápolis foi bem recebida pelo setor empresarial da cidade.
Isso porque não é só a questão do PIB que preocupa. Neste caso, ainda há que se ressaltar que não se tem ainda, por parte do IBGE, a divulgação completa dos indicadores, por exemplo, mostrando o chamado valor adicionado das grandes atividades produtivas.
São esses recortes que permitirão uma leitura mais completa do que levou Anápolis a retroagir e outros municípios avançarem.
Mas, como também foi colocado por várias lideranças do setor produtivo, há outros desafios à frente, como a reforma tributária e o fim da chamada guerra fiscal, que vai retirar dos estados a iniciativa de conceder benefícios fiscais para atrair investimentos.
Outro ponto que ficou bem evidenciado nessa movimentação, é que a preocupação não atinge tão somente o segmento da indústria. Outros lá estiveram representados, como, por exemplo, do setor da construção e imobiliário; do comércio e turismo; do varejo e do atacado e o segmento de logística.
O Fórum Empresarial, que além da Acia e da CDL abarca seis sindicatos patronais, mais o Consedaia e o Comdefesa, estiveram todos reunidos neste momento de reflexão e de apontamento para novos rumos.
A estrada é longa e não é fácil de ser percorrida. Mas, se tiver uma sequência, essa movimentação pode encurtar caminhos. De momento, o dever de casa é saber o que é para ser estudado.
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