A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas teve quase que em paralelo, demonstrações da força da natureza com as fortes tempestades e até a ocorrência de terremotos na região Sul do Brasil.
Vander Lúcio Barbosa
Tudo isso tem colocado no centro dos debates um conceito novo: o de cidades resilientes. Ou seja, de cidades que estão preparadas ou se preparando para absorver os impactos que as mudanças climáticas estão trazendo para o planeta e que nós, aqui em Anápolis, no centro do país, estamos também sujeitos.
Tempestades de maior intensidade estão se tornando cada vez mais comuns na região e impondo desafios, porque a infraestrutura do município não acompanhou da forma devida o seu crescimento.
Não é só isso. Nós, cidadãos, também muitas vezes negligenciamos com as nossas responsabilidades, desde aquelas mais corriqueiras, como não fazer o descarte de lixo da forma correta, até outras que provocam danos maiores, como por exemplo as construções irregulares, o desmatamento de matas ciliares e a destruição de nascentes, que é muitas vezes causada, inclusive, pelas ocupações irregulares e por poluição.
O poder público municipal está atento às necessidades que Anápolis tem, no sentido de buscar recursos para as obras de drenagem urbana, que são obras que requerem além de grandes somas de recursos, muito planejamento para a execução delas.
Mas, é imprescindível que paralelamente a isso, nós possamos dar a nossa contribuição por uma cidade resiliente. Não sabemos o que está por vir no futuro, com as mudanças climáticas.
Mas já sabemos que essas mudanças no comportamento do clima não são ficção. Pelo contrário, são uma realidade e vamos ter de nos adaptar. Claro que isso não é uma coisa como se vê nos filmes de tragédias. Mas, também, não é uma coisa que podemos banalizar.
Precisamos, sim, nos preparar e buscar cada um fazer sua parte: poder público e a sociedade.
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