Dezenas de lideranças do setor produtivo e empresários do Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA) participaram, nesta terça-feira, 16/04, da primeira reunião de diretoria da Companhia de Desenvolvimento de Goiás (Codego), realizada no Município, atendendo a uma solicitação do novo diretor administrativo da empresa estatal, Carlos César Toledo. O encontro teve a participação do secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais, e do presidente da Codego, Valderi Borges, além dos demais membros da diretoria.

Em entrevista coletiva à imprensa e no discurso dirigido aos empresários, que lotaram o auditório da Administração do DAIA, o secretário Wilder Morais destacou que a Codego deverá estar mais próxima dos industriais sediados em Anápolis. Segundo ele, agora com a equipe completa, a Companhia poderá desempenhar o seu papel de assegurar condições para que os distritos industriais recebam novos empreendimentos. Ele, inclusive, falou da assinatura de um protocolo de intenções firmado com 25 empresas que devem aportar investimentos em Goiás, sendo três delas para Anápolis. Essas empresas, conforme adiantou, vão investir, juntas, mais de R$ 1 bilhão e gerar mais de 15 mil empregos diretos.
“Estamos chegando agora, temos muita coisa para consertar. Temos aqui [em Anápolis] um polo industrial que foi montado para receber empresas e não para a comercialização de áreas”, destacou Wilder Morais, sinalizando que o Governo deve trabalhar para desocupar aquelas áreas que não estão sendo utilizadas para, efetivamente, abrigar indústrias.
O secretário destacou também que o Governo espera, muito em breve, que sejam solucionadas as questões jurídicas que travaram a obra do Anel Viário do DAIA, no ano passado, após as ações da Operação Cash Delivery, da Polícia Federal na Codego. Conforme disse, não há problema de caixa. Mas, é preciso que as pendências jurídicas sejam sanadas.
Em relação ao Centro de Convenções e o Aeroporto de Cargas, Wilder Morais observou que, com a reforma administrativa do Estado, o Aeroporto e o Centro de Convenções devem passar à responsabilidade de sua secretaria. E, segundo ele, já estão sendo feitos estudos de como o Centro de Convenções e o Aeroporto de Cargas, bem como a Plataforma Logística poderão funcionar, provavelmente, por meio da iniciativa privada. Inclusive, o secretário lembrou que esteve em Anápolis com um grupo chinês para visitar estes projetos e conhecer as potencialidades de Anápolis. No caso do aeroporto, também há questões técnicas a serem sanadas, a fim de que seja conseguida a liberação da pista por parte da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.
O presidente da Codego, Valderi Borges, ressaltou que uma das metas de sua gestão é adquirir máquinas e equipamentos que devem ficar no DAIA para a sua manutenção, gerando economia para a própria Companhia e o Estado. Ele afirmou, ainda, que a Codego quer ser parceira de todos os prefeitos, independente de posicionamentos partidários.

De acordo com Valderi Borges, que estava, no primeiro dia efetivo de trabalho, após as formalidades de investidura no cargo, a situação do DAIA, embora necessite de atenção especial, é melhor do que a de muitos outros distritos goianos. “Vamos recuperar todos. Honestidade e trabalho não vão faltar na nossa gestão e nós seremos muito cobrados por isso”, afiançou. Vamos cuidar muito bem de Anápolis”, arrematou o secretário de Indústria e Comércio, Wilder Morais. Logo após os discursos, foi assinada a ordem de serviço para início imediato de trabalhos de recuperação da infraestrutura do DAIA e, também, foi dada posse a Marlon Caiado como administrador do DAIA, cargo que estava vago desde o início do ano, o que seria um dos motivos da falta de manutenção na infraestrutura básica do distrito, que tem cerca de 150 empresas e em torno de 12 mil trabalhadores diretos.




