Os conselhos tutelares podem ser um instrumento importante de apoio às ações de prevenção ao consumo do crack por crianças e adolescentes no município. A opinião é do juiz da Vara da Infância e Juventude de Anápolis, Carlos Limongi Sterse, que participou na última quarta-feira,7, do I Encontro de Conselhos Tutelares de Anápolis, que teve, ainda, as presenças do prefeito Antônio Gomide; do promotor da área de Infância e Juventude, Carlos Alexandre Marques; das presidentes dos Conselhos Tutelares Helyne Verano Machado Moreira e Regina Rocha Silva; da presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Terezinha Gonçalves Mendes; dentre outras autoridades.
De acordo com Carlos Limongi, o papel dos Conselhos Tutelares é preponderante para levar palestras às escolas, conscientizar as famílias e promover o encaminhamento das pessoas que necessitam para as casas de recuperação. Hoje, segundo ele, várias instituições prestam atendimento aos dependentes, sejam jovens ou adultos. Idealizador da Cruzada pela Dignidade, uma organização não-governamental que tem cerca de 300 voluntários e trabalha com atenção voltada à atenção às famílias, o magistrado ressalta que a união de esforços para o combate ao crack é essencial.
Carlos Limongi informou que um trabalho novo, inclusive, já está sendo desenvolvido e deverá começar a ser colocado em prática a partir do segundo semestre deste ano. Trata-se de um grupo de agentes que vai trabalhar nas escolas que estará verificando se há estudantes fora de sala durante o período de aula e outros tipos de problemas que possam, eventualmente, ocorrer envolvendo a comunidade escolar. O trabalho incluirá também visitas familiares, quando necessário. “Acredito que essa ação terá um excelente resultado”, frisou o juiz, informando que os grupos serão compostos estudantes universitários, professores e pedagogos, tendo à frente de sua coordenação o advogado Odair Borges.
O prefeito Antônio Roberto ressaltou que o encontro dos conselhos tutelares é uma oportunidade de avaliar o trabalho desenvolvido e traçar novas metas. Segundo observou, há de fato não só em Anápolis, mas em diversas cidades do país, uma preocupação com a disseminação do crack e, devido à dimensão do problema, “nem o Judiciário, nem o Ministério Público, os Conselhos Tutelares ou mesmo a Prefeitura, conseguem fazer algo sozinhos e o nosso objetivo é o mesmo: salvar a criança e o adolescente”, ponderou.
Ainda em sua fala, Antônio Gomide ressaltou que, dentro dos próximos dias, deve acontecer o lançamento do programa “Viva, Vida”, que prestará atendimento aos drogativos na unidade que está sendo implantada nas dependências da antiga Escola Agrícola. Ao lado disso, estamos desenvolvendo outras ações na área social e educacional. Estaremos entregando cerca de mil e duzentos computadores paras as escolas e quadras cobertas para a prática de esporte e lazer. É uma soma de ações que compõe a rede de proteção à criança e ao adolescente”, pontuou.
Durante a realização do evento, foi distribuída uma cartilha que traz explicações gerais sobre o papel e o funcionamento dos conselhos tutelares e também os direitos de pais e responsáveis, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. O material possui também uma linguagem acessível para as crianças, por meio de jogos. O trabalho foi elaborado pelas conselheiras Helyne Verano Moreira, Regina Rocha e Bárbara Rodrigues de Sousa.
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