Alternativa financeira atrai investidores e famílias que buscam imóveis com menos custos e mais previsibilidade

Em meio aos juros elevados que encarecem o financiamento, brasileiros que sonham com a casa própria buscam novas estratégias de aquisição. Nesse cenário, o consórcio imobiliário se consolida como alternativa atrativa, oferecendo planejamento, economia e segurança financeira.
Para João Granja, consultor da Ademicon em Anápolis, o comportamento do consumidor mudou: “O cliente deixou de pensar apenas em comprar e passou a refletir sobre como pagar melhor. Hoje, mais do que velocidade, o que importa é inteligência financeira”, afirma.
À frente da unidade local, Granja acompanha de perto essa transformação. A Ademicon, com três décadas de atuação e 270 unidades no país, oferece soluções em imóveis, veículos e serviços, sempre com foco em reduzir o impacto dos juros sobre o patrimônio dos brasileiros.
Juros elevados
O financiamento imobiliário sempre foi o principal caminho para adquirir imóveis no Brasil. Porém, com a taxa Selic em patamares elevados, o custo da operação pesa no bolso do comprador. Além do valor do imóvel, o consumidor paga juros que, em contratos de 25 ou 30 anos, podem representar quase outro imóvel.
“Numa simulação simples, o cliente percebe que boa parte do que ele paga não é patrimônio, é custo financeiro. Em muitos casos, a parcela já nasce alta e sofre variações conforme o mercado”, explica João Granja.
Esse cenário compromete a renda familiar e alonga o prazo das dívidas, tornando o sonho da casa própria uma jornada longa, inclusive para quem deseja investir ou trocar de imóvel.
Mercado aquecido
O consórcio imobiliário deixou de ser visto apenas como alternativa e passou a ocupar posição estratégica no planejamento patrimonial. O Brasil já ultrapassa 12 milhões de clientes ativos em consórcios, impulsionados pela alta dos juros e pela busca por modelos mais econômicos.
Diferente do financiamento, o consórcio não cobra juros. O cliente paga apenas a taxa de administração, o que reduz o custo final da aquisição. “O consórcio é um modelo colaborativo. Todos contribuem para que cada participante realize seu projeto, sem a pressão dos juros bancários”, destaca Granja.
Ele reforça que o consórcio atende tanto quem quer morar quanto quem deseja investir. “Muitos investidores usam o consórcio para formar patrimônio, comprar para alugar ou revender, porque o custo da operação é menor.”
Parcelas previsíveis
Outra vantagem é a previsibilidade das parcelas. No financiamento, o valor inicial costuma ser elevado e sensível às variações econômicas. Já no consórcio, o planejamento é mais estável e acessível ao orçamento.
“O cliente consegue organizar a vida financeira com mais tranquilidade. Ele sabe quanto vai pagar e pode usar lances, recursos próprios e até o FGTS para antecipar a contemplação”, explica João Granja.
A contemplação permite utilizar a carta de crédito para comprar o imóvel à vista, ganhando poder de negociação e melhores condições junto a vendedores.
Decisão estratégica
Um movimento crescente é substituir financiamento pelo consórcio. O consumidor entra em grupo, é contemplado e usa carta de crédito para quitar saldo devedor. Assim, reduz parcela, encurta prazo da dívida e economiza no custo total. “É trocar juros por planejamento. Muitos clientes se surpreendem ao perceber quanto podem economizar ao mudar a estratégia”, afirma Granja.
Ele alerta: “O consórcio não é para quem quer agora, é para quem quer sempre. Exige visão de médio e longo prazo e acompanhamento de especialista”.
Em tempos de juros altos, a escolha não é apenas qual imóvel comprar, mas como pagar. O consórcio consolida-se como alternativa sólida para quem busca previsibilidade, economia e inteligência financeira. A casa própria segue como um dos maiores sonhos do brasileiro — realizá-la com menos juros faz diferença.




