Dentro de 40 dias, o governador Ronaldo Caiado (PSD) deve deixar o Governo de Goiás, para levar adiante seu projeto político de disputar a Presidência da República.
Em seu lugar, irá assumir o seu vice, Daniel Vilela (MDB), que já é virtual candidato à reeleição, já que ele assumirá a governadoria não de forma provisória, mas como titular do cargo e, mesmo que seja por um período curto, é contado como mandato.
Daniel Vilela seria o candidato da base de qualquer forma, porque essa foi uma premissa para ele caminhar com Caiado.
Voltando um pouco na história, nas eleições de 2018, Caiado estava no Democratas e, pela primeira vez, disputou o cargo. Um dos adversários, naquele pleito, era Daniel Vilela (MDB).
Caiado venceu no primeiro turno, com 1.773.185 votos (59,73%) dos votos válidos e Daniel Vilela ficou em segundo, com 479.180 votos (16,14%)
Naquela época, Caiado e Vilela, como adversários, trocaram farpas e colocaram posicionamentos divergentes.
Porém, passadas as eleições e o calor dos debates acirrados da época, houve um início de diálogo e esse diálogo evoluiu, tornando Daniel não só um aliado, mas o nome para a chapa de vice nas eleições de 2022. Caiado no União Brasil e Vilela no MDB formaram a dupla que veio a vencer o pleito com 1.806.892 votos (51,81% dos votos válidos).
No segundo lugar ficou um ex-aliado de Daniel Vilela, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (Patriotas), que obteve 879.031 votos (25,20%).
Com articulação encabeçada por Daniel Vilela, Mendanha entrou para a base de Caiado posteriormente.
Em resumo, o projeto de Daniel Vilela para disputar a governadoria já vem sendo construído de algum tempo e ganhou maturidade com os quase quatro anos que ele ficou no governo, não como um vice figurativo, mas como um membro protagonista do governo estadual, atuando em diversas missões.
A lealdade de Vilela a Caiado também foi um “tijolo” importante nessa construção. Obviamente que esse projeto ainda vai passar por outras etapas até a sua homologação na convenção partidária.
Antes, entretanto, o emedebista tem nas mãos mais uma tarefa na articulação política: costurar uma aliança sólida para dar musculatura ao projeto. E não será uma tarefa fácil, já que muita coisa depende do que vier a ser costurado no cenário nacional para a sucessão presidencial.
Além disso, ele terá de cooperar na formatação das chapas para as eleições proporcionais, agasalhando da melhor forma a base.
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