Daniel Elias Carvalho Vilela (MDB) é o novo governador de Goiás. A posse aconteceu na tarde desta terça-feira (31/3), em concorrida solenidade realizada no plenário “Iris Rezende” da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).
Vilela assume devido à vacância do cargo, com a saída do governador Ronaldo Caiado (PSD) para dedicar-se ao projeto de concorrer nas eleições desse ano para a Presidência da República.
A solenidade contou com a presença de várias autoridades. O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa e a primeira-dama, Carla Lima Corrêa, estavam entre os presentes.
O ato cumpriu todas as formalidades, como o compromisso e a leitura do termo de posse. A cerimônia foi conduzida pelo presidente Bruno Peixoto (UB), que exaltou sua gratidão ao casal Ronaldo e Gracinha Caiado.
O deputado Amilton Filho (MDB) foi escolhido para falar em nome dos seus pares na Alego.
Discurso de Caiado
Em seu discurso, o ex-governador Ronaldo Caiado ressaltou a emoção que estava sentindo ao deixar o cargo e partir para novos desafios. “Uma trajetória [política] de dedicação”, frisou.
Ele ainda pontuou o esforço com sua equipe e o apoio da base na Alego para mudar a situação do estado de “criminalidade, corrupção, falta de pagamento dos servidores e devolver Goiás aos goianos”.
Sobre o atual governador Daniel Vilela, ressaltou que o mesmo tem como missão defender também o legado de seu pai, o ex-governador goiano Maguito Vilela.
“7 anos e três meses é de rever os amigos e encher os olhos de lágrimas de alegria”, discursou Caiado, afirmando que não desonrou o apoio dos deputados e nem os votos dos goianos e que encerra o governo com aprovação de 80%.
“Governei com os 246 prefeitos de Goiás”, continuou o ex-governador, observando que todas as regiões do estado foram contemplados com ações de governo, independente de questões político-partidárias.
O Brasil não é um país de polarização. Nós temos que voltar a viver em paz”, assinalou Caiado, que é pré-candidato à Presidência da República no pleito desse ano.
“Temos que despolitizar essa radicalização na política brasileira”, continuou, defendendo que é de forma “justa e respeitosa” que se governa.
Ele lembrou do pai que o orientou em relação à eleição de 1989 para que não participasse e, hoje, ele disse concordar porque lhe faltavam atributos ainda para “subir degraus” na política.
Disse que foram dias de angústia, porque tudo fizeram para que não fosse pré-candidato e, no domingo, soube que seu nome seria o indicado pelo presidente do PSD. “Não vou decepcionar meus irmãos goianos.
“A gente não brinca com eleição, eu chamo urna de vossa excelência”.
“Goiás é outro, motivo de orgulho para todos”, afiançou.
Seu pai deve estar com alegria, vendo seu filho suceder àquilo que ele já foi e sua mãe estaria vendo um filho tão jovem vendo você governando Goiás”, disse, referindo-se a Daniel Vilela.
“Nós vamos chegar lá”, encerrou Caiado.
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