Em 2025, 43 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito no perímetro urbano ou em trechos de rodovias que cortam Anápolis.
É um número considerável e distante daquilo que seria o ideal, ou seja, a não ocorrência de vidas ceifadas no trânsito.
Mas, é um número bem menor do que o registrado em 2021, quando ocorreram 130 óbitos.
Esses dados foram analisados pelo delegado Manoel Vanderic, titular da Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito, a DICT, em entrevista nesta terça-feira (20) à Rádio Manchester.
A redução de mortes no trânsito no município tem sido recorrente nos últimos anos: 2021 (130); 2022 (104); 2023 (83); 2024 (62); 2025 (43).
Segundo Vanderic, vários fatores têm contribuído com esse cenário. Um deles é a atuação das forças de segurança, fazendo a prevenção e o trabalho ostensivo para retirar das ruas motoristas embriagados.
Aliado a isso, também a forma de atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário, sobretudo, no reconhecimento ao dolo eventual.
Ou seja, quando um motorista esteja no volante dirigindo de forma imprudente, seja embriagado, dirigindo em alta velocidade ou fazendo manobras perigosas, assume o risco de causar um sinistro de natureza grave (com lesão ou morte).
Consciência
Além disso, o delegado avalia também que nos últimos anos, se verificou uma tomada de consciência das pessoas, que passaram a utilizar mais os táxis ou transportes por aplicativo e, mesmo, grupos de amigos que elegem o “motorista da vez”.
Nas situações em que não houve essa consciência, a DICT fez a sua parte. No ano passado, foram 253 prisões efetuadas de pessoas dirigindo embriagadas. E, conforme assinalou Vanderic, esse é um crime “mais democrático”, porque é praticado por pessoas de todas as classes sociais. “Mas a lei é para todos”, adverte o delegado.
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