Infraestrutura, cultura e comércio precisam se unir para devolver protagonismo ao centro da Cidade
Por Vander Lúcio Barbosa
A tão comentada “revitalização do centro de Anápolis” volta ao debate público, especialmente após o concurso que selecionou propostas voltadas a melhorias sociais e estruturais. O objetivo é redimensionar a qualidade ambiental e recuperar o prestígio de uma região que, ao longo dos anos, perdeu vitalidade por diversos fatores. Não se trata de uma urgência imediata, mas de uma necessidade inadiável. E, claro, não precisa ser realizada de uma só vez, considerando os limites orçamentários da Prefeitura e suas múltiplas prioridades.
O tema não é novo. Em diferentes gestões, iniciativas semelhantes foram tentadas, algumas com relativo êxito. A remodelação da Praça Bom Jesus, há mais de 20 anos, trouxe quiosques modernos, piso “paver” em ruas da Avenida Goiás e outras melhorias que agradaram à comunidade. Contudo, o tempo passou e novas demandas surgiram. A revitalização atual não deve ser uma simples volta ao passado, mas sim uma proposta contemporânea, capaz de dialogar com a evolução da cidade e oferecer novas experiências que valorizem tanto moradores quanto visitantes.
O centro de Anápolis, e não apenas a Praça Bom Jesus, carece de investimentos concretos em infraestrutura. Iluminação moderna, lixeiras distribuídas, segurança viária e assistência social para moradores em vulnerabilidade são medidas essenciais. Além disso, atrações culturais e artísticas podem devolver vida ao espaço, ainda que não diariamente.
Exemplos inspiradores existem. Em São Paulo, a Avenida Paulista, coração financeiro do país, transforma-se aos domingos em um espaço vibrante, sem carros, entregue à população. Música, teatro, feiras e grupos folclóricos ocupam a via, criando uma experiência única. Anápolis poderia adaptar esse modelo, promovendo eventos regulares que atraiam moradores e visitantes, fortalecendo o comércio e estimulando a economia criativa.
Durante a semana, iniciativas voltadas ao comércio também são fundamentais: estimular a renovação das fachadas, ampliar horários de funcionamento e dinamizar a economia local. É possível, sim, devolver ao centro de Anápolis o protagonismo que já teve. Basta planejamento, vontade política e envolvimento da comunidade, pois revitalizar é também resgatar identidade, valorizar a memória coletiva e projetar um futuro mais vibrante para a cidade.
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