A empresária Camila Marques utilizou as redes sociais para denunciar um suposto caso de assédio sexual contra seu enteado de 13 anos.
O adolescente, que atua como atleta de futebol de base, teria sido vítima de abusos e tentativas de silenciamento durante um campeonato no interior de São Paulo. De acordo com o relato, os fatos ocorreram em alojamentos vinculados ao Atlético-GO, onde o jovem estava hospedado após aceitar um convite para disputar a competição.
Ocorrência no banheiro
A denúncia detalha que o episódio mais crítico aconteceu em um alojamento improvisado dentro de um salão paroquial. Durante a madrugada, um homem que atuava como cozinheiro teria seguido o menino até o banheiro para iniciar conversas inadequadas. Devido ao pânico, o jovem se trancou em uma cabine e conseguiu gravar sete minutos de áudio sem que o suspeito percebesse. “Ele ficou com medo de sair do banheiro e só voltou para o alojamento depois de algum tempo”, revelou a madrasta.
Tentativa de silenciamento
Além do assédio direto, a família afirma que o adolescente sofreu intimidação ao retornar para o primeiro alojamento. Na ocasião, um homem identificado como dirigente teria orientado o jovem a não comentar o ocorrido com ninguém. Somado a isso, o relato menciona um incidente anterior em que um motorista do ônibus oficial teria invadido o dormitório gritando e fumando, o que gerou confusão entre os menores presentes.
Provas e investigação
Após retornar ao Rio de Janeiro, o atleta entregou as gravações e contou os detalhes aos familiares. Por esse motivo, a família registrou o caso na polícia e afirma possuir outros vídeos e mensagens que corroboram a denúncia. “Ele teve coragem de falar. Muitas crianças passam por situações parecidas e se calam por medo”, desabafou Camila, que agora cobra providências judiciais rigorosas contra os organizadores.
Vídeo da denúncia
Resposta do clube
Em nota, o Atlético Clube Goianiense afirmou que tomou conhecimento das denúncias e reiterou seu repúdio a qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes.
O clube esclareceu que o convite ao atleta partiu de uma escolinha franqueada, cujo responsável legal estaria presente durante a competição. Apesar de não ter ingerência administrativa direta sobre a gestão das unidades franqueadas, o Atlético-GO afirmou exigir delas padrões rigorosos de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade.
A nota informa ainda que o clube designou o vice-presidente executivo e profissionais do Departamento de Psicologia para acolher a família e acompanhar a apuração dos fatos. O Atlético-GO destacou que os episódios relatados ocorreram fora de suas dependências, em alojamentos disponibilizados pela organização do torneio, mas afirmou que irá colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento do caso.
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