Nos dias 19 e 20 de julho, o palco do Encontro na Aldeia será tomado pela diversidade que marca a 17ª edição da Aldeia Multiétnica.
Artistas indígenas e não indígenas apresentam ritmos, cantos e expressões culturais vindos de diferentes regiões do Brasil, refletindo a riqueza e pluralidade dos povos que compõem o evento.
O Encontro na Aldeia tem conquistado cada vez mais visibilidade e conta com o apoio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet.
Além de reunir grandes artistas, o Encontro na Aldeia se destaca pela força do cenário em que acontece: um ambiente único, cercado pela natureza exuberante do entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás.
Música indígena
No sábado, 19 de julho, o palco do Encontro na Aldeia recebe a cantora e compositora Tainara Takua, uma das vozes mais potentes e promissoras da música indígena contemporânea no Brasil.
Sua arte é uma travessia entre mundos — entre a floresta e a cidade, o sagrado e o cotidiano, o canto ancestral e a experimentação sonora.
Tainara apresenta as canções de seu primeiro álbum autoral, NHE’EN MBORAÍ ETE (Espírito do Canto Sagrado), uma obra que entrelaça a força espiritual do povo Guarani Mbya com a liberdade criativa da música popular brasileira. Um espetáculo que convida à escuta profunda e ao reencontro com a ancestralidade viva.
Também no sábado, 19 de julho, o Encontro na Aldeia recebe o rapper Owerá, artista Guarani Mbya que dá voz à luta dos povos originários por meio de suas rimas e batidas. Cantando no idioma do seu povo, suas composições evocam a defesa da terra, o respeito à natureza e a resistência indígena.
A noite de 19 de julho no Encontro na Aldeia será encerrada em grande estilo com a apresentação da lendária banda Tribo de Jah. Direto de São Luís do Maranhão, a banda sobe ao palco com um show especial em celebração aos 40 anos de trajetória — uma verdadeira homenagem à história do reggae no Brasil.
No domingo, 20 de julho, o Encontro na Aldeia recebe o show da cantora indígena Djuena Tikuna, cuja voz ecoa as raízes e o universo simbólico do povo Tikuna, originário do Alto Solimões — na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, no coração pulsante da floresta amazônica.
Sua performance é uma celebração da oralidade ancestral, unindo cantos tradicionais, como Eware (Território Sagrado), a composições autorais potentes, como Yiemagü rü Nainecüti’igü (Nós somos a floresta) e Putürarû Narü’ügü (A Floresta Cura).
Também no domingo, 20 de julho, o Encontro na Aldeia recebe o Grupo Cultural Pé de Cerrado, do Distrito Federal, que celebra 25 anos de uma trajetória dedicada à pesquisa e à valorização das brincadeiras e manifestações das culturas populares brasileiras.
O espetáculo é um verdadeiro mergulho em ritmos como coco, samba, afoxé, ciranda, maracatu, carimbó e tantos outros sons que ecoam das raízes do Brasil.


Encerramento
O encerramento do Encontro na Aldeia, na noite de domingo, 20 de julho, será em grande estilo com a presença do cantor pernambucano Lenine. Referência da música brasileira contemporânea, ele participa da 17ª edição da Aldeia Multiétnica trazendo sua arte como plataforma de apoio às causas indígenas, à preservação ambiental e à valorização da ancestralidade.

Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos aqui: https://oticket.com.br/event/7483/xvii-aldeia-multietnica
Trilhas e cachoeiras
A opção de visitação diária com acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes, além dos shows especiais é válida nos dias 19 e 20 de julho.
É possível adquirir também um pacote de 3 noites (18 a 20 de julho) que garante hospedagem em camping + os shows do Encontro na Aldeia + programação da Aldeia Multiétnica + acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes.
Meia
A meia entrada é válida para PCD (pessoas com deficiência), PCT (povos e comunidades tradicionais), professores e estudantes com comprovação, moradores da Chapada dos Veadeiros com título de eleitor e idosos 60+.
Crianças até 12 anos não pagam.

A Aldeia Multiétnica
Mais do que um evento, a Aldeia Multiétnica é um projeto sociocultural que desde 2007 atua no fortalecimento das culturas e lutas políticas de grupos de mais de 10 povos indígenas de todas as regiões e biomas brasileiros. Algumas delas: Kayapó/Mebêngôkré (PA); Avá Canoeiro (GO); Krahô (TO); Fulni-ô (PE); Guarani Mbyá (SC); Xavante (MT); Povos do Alto Xingu (MT); Kariri Xocó (AL/DF); e Karajá (TO).
Mais de 10 mil indígenas de todas as regiões do Brasil já participaram da Aldeia Multiétnica. A participação se estende a pesquisadores, indigenistas, biólogos e especialistas em diferentes áreas referentes aos povos indígenas e comunidades tradicionais, que agregam às discussões e proposições da programação do projeto. Fora o evento no mês de julho, a articulação junto aos povos participantes acontece ininterruptamente ao longo do ano na Chapada dos Veadeiros, em Brasília e nos territórios indígenas.
Realização
A Aldeia Multiétnica é realizada pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge em parceria com o Centro de Estudos Universais – AUM, entidades privadas sem fins lucrativos.
Os preços dos pacotes da vivência são cuidadosamente calculados pela equipe, que organiza o evento desde 2007.
Esses custos incluem alimentação para cerca de 300 pessoas, contratação de profissionais para todas as fases do evento, transporte e alimentação dos grupos indígenas de suas aldeias e manutenção da infraestrutura do espaço.
As vendas dos pacotes e entradas diárias cobrem as despesas e garantem a continuidade do projeto. (Com informações e fotos de assessoria)
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