Um homem foi alvo de um assalto violento após marcar um encontro pelo aplicativo de relacionamentos Grindr, voltado ao público LGBTQIA+, em Anápolis. O crime ocorreu na noite desta segunda-feira (14), no bairro Recanto do Sol, e está sendo investigado como roubo qualificado cometido por associação criminosa.
A vítima, que não teve a identidade revelada, contou à Polícia Civil que conheceu um homem pelo aplicativo e combinou de encontrá-lo em uma residência na região norte da cidade. Ao chegar ao local, foi recebido pelo suposto anfitrião, que o convidou a entrar. Poucos minutos depois, quatro pessoas — dois homens e duas mulheres — chegaram ao imóvel e anunciaram o assalto.
O grupo agiu com violência. Imobilizou a vítima com fita adesiva transparente, prendendo seus pulsos e cobrindo sua boca. Também obrigou o homem a manter a cabeça abaixada durante toda a ação. Em seguida, os criminosos levaram seu carro, celular, carteira com documentos e cartões bancários. Antes de fugir, forçaram a vítima a desbloquear os aplicativos de banco e realizaram transferências de dinheiro.
Os assaltantes colocaram o homem no porta-malas de seu próprio veículo e o transportaram até as imediações da antiga Churrascaria Catarinense, na BR-060, já fora da zona urbana. Depois de abandoná-lo, a vítima caminhou até uma residência próxima e pediu ajuda. A moradora do local acionou a Polícia Militar, que chegou minutos depois.
O homem foi encaminhado a uma unidade de saúde para avaliação e, em seguida, registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil trata o caso como roubo qualificado, com agravantes por ter sido praticado por um grupo e com restrição de liberdade da vítima.
Alerta às vítimas
Este não é o primeiro caso em que criminosos usam aplicativos de relacionamento para atrair vítimas em Goiás. A Polícia Civil reforça a orientação de cautela ao marcar encontros, especialmente em locais desconhecidos e sem referências. Também alerta para que o primeiro encontro ocorra em ambientes públicos e seguros.
Até o momento, ninguém foi preso. Investigadores da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) buscam imagens de câmeras de segurança nas imediações e tentam rastrear os autores com base nos dados dos aplicativos e transações bancárias.
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