O economista Reinaldo Fonseca foi homenageado pela Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), na noite da última quarta-feira,7, após proferir palestra aos empresários sobre a industrialização em Goiás e as perspectivas para 2010. Assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), ele teve participação em dois momentos cruciais para o processo da industrialização no município, quando da criação das primeiras leis de incentivos fiscais e durante o processo de implantação do Distrito Agroindustrial, quando fazia parte do Governo Leonino Caiado, que, segundo ele, deu o “start” ao processo de criação do pólo, depois consolidado no Governo Irapuan Costa Júnior.
Em sua palestra, Reinaldo Fonseca fez um retrospecto da industrialização em Goiás, enumerando alguns marcos importantes como as primeiras legislações prevendo incentivos fiscais, isso a partir de meados da década de 1950. Citou, ainda, a vinda das colônias de imigrantes, dentre elas a colônia sírio-libanesa em Anápolis; a chegada da estrada de ferro no município, no ano de 1935; a implantação do Daia; a vinda das montadoras para Catalão e Anápolis; e, ainda, a expansão da agroindústria, com destaque para o segmento sucroalcooleiro. O economista pontuou também como de fundamental importância a modernização das ferramentas legais de atração de investimentos, como o Fomentar, no Governo de Iris Rezende, e o Produzir, no governo de Marconi Perillo.
Reinaldo Fonseca observou que essa política de incentivos era e continua sendo necessária para trazer novos investimentos e fortalecer o parque produtivo goiano. Mas, na sua opinião, “o que tem feito a diferença de Goiás, verdadeiramente, é o aumento do potencial de consumo na região Centro-Oeste”, ponderou, arrematando: “As empresas não vêm se não tiver mercado”.
Sobre as perspectivas para 2010, Reinaldo Fonseca acredita que Goiás continuará em rota de crescimento em relação aos demais estados da federação e que um dos projetos fundamentais para manter essa tendência é a consolidação da Ferrovia Norte-Sul, que dará mais competitividade aos produtos goianos com a utilização desse modal. Em relação ao Brasil, o economista acredita também em possibilidade de crescimento este ano, mas enfatizou que é necessário fazer como outros países como a Índia, que investiu maciçamente na educação e, hoje, colhe os bons frutos desse investimento se tornando uma das grandes potências econômicas mundiais.
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