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Fica com o Estado? Fica com a Infraero? Qual destino do Aeroporto de Cargas que não decola?

de Claudius Brito
7 de fevereiro de 2025
em Anápolis
Reading Time: 6 mins read
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Aeroporto de Anápolis- Arquivo

Aeroporto de Anápolis- Arquivo

De momento, parece que ainda não se tem uma resposta sobre o futuro do que seria o Aeroporto de Cargas de Anápolis.

Capítulo mais recente dessa novela, os representantes do governo estadual, Pedro Sales (titular da Secretaria de Infraestrutura e da Goinfra) e Leandro Ribeiro (subsecretário de Fomento e Competitividade da Secretaria de Indústria e Comércio), afiançaram aos permissionários do Aeroporto Civil de Anápolis, que foi protocolado um pedido para a retomada do Aeroporto de Anápolis, que foi dado sob outorga à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroviária, a Infraero.

A outorga foi concedida em julho do ano passado, mas só em novembro, após o período de transição, a Infraero assumiu. E assumiu em meio a uma controvérsia: se seria o Aeroporto de Cargas ou se seria o Aeroporto Civil JK.

Numa reunião ocorrida já quase no apagar das luzes da transição, os permissionários do Aeroporto Civil se reuniram e, naquela ocasião, houve relato de que o croqui que estava anexo à publicação oficial da outorga constava somente as divisas do Aeroporto Civil. A própria Infraero teria solicitado a correção e um novo croqui foi feito, com a inclusão do Aeroporto de Cargas.

Mas, não bastasse isso, os permissionários, com a gestão da Infraero, passariam a ter de recolher taxas elevadas em suas operações e instalações físicas.

O diretor comercial da Infraero, Tiago Faierstein, que esteve na reunião dos permissionários, garantiu na época que sobre a taxação, esse assunto seria tratado com a Associação dos Condôminos e Operadores do Aeroporto Municipal de Anápolis (ACOAMA) e observando os parâmetros legais definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O diretor também anunciou na época, que haveria um investimento de R$ 90 milhões no sítio aeroportuário de Anápolis. Aliás, ele usou esta denominação em razão de que para a ANTT não existe o Aeroporto de Cargas (a pista, em construção, de fato, não é homologada). Sendo assim, não seriam dois aeroportos, mas um nessa linha de raciocínio.

Sobre o chamado Aeroporto de Cargos, seria feito um estudo de viabilidade do projeto.

 Agora, na última segunda-feira (03/2), os representantes do governo estadual na reunião com os permissionários afiançaram que o Aeroporto. O secretário Pedro Sales informou que “o acordo foi rompido uma vez que o órgão federal sinalizou que, por questões ambientais, não realizará investimentos no terminal”.

Segundo ele, a aplicação de recursos era, portanto, condição estabelecida para consolidação da federalização.

“A operação foi repassada mediante expectativa de contrapartidas e investimentos. Colocamos a unidade à disposição para que eles enfrentassem essas dificuldades. Como não irão realizar investimentos, não podemos permitir que continuem realizando cobranças elevadas resultantes da regulação federal, penalizando as mais de mil famílias que aqui atuam em diversos segmentos”, pontuou Sales.

Ele reforçou que, uma vez de volta à Goinfra, a operação do aeroporto receberá investimentos e funcionará sem custos aos permissionários, garantiu o presidente da autarquia goiana.

“O aeroporto vai voltar a funcionar como sempre funcionou: com recursos públicos e sem nenhum tipo de cobrança”.

Representantes do governo estadual sinalizaram pedido de retorno da gestão do aeroporto para a Goinfra

Projeto do Aeroporto de Cargas era visionário para época, mas perdeu-se no tempo

O projeto de implantação do Aeroporto de Cargas era uma demanda da classe empresarial. Com isso, a Associação Comercial e Industrial (ACIA) contratou um projeto de implantação do aeródromo e o repassou ao Governo de Goiás, na gestão do então governador Marconi Perillo.

Na época, do ponto de vista estratégico, era um projeto visionário, visto que se buscava também a implantação da chamada Plataforma Logística Multimodal, para a integração dos modais rodoviário, ferroviário e o aéreo e a implantação de uma estrutura de apoio logístico para compor esse hub de negócios.

Além do que, na época, também se trabalhava um projeto para que Anápolis pudesse receber uma espécie de sucursal da Zona Franca de Manaus.

Juntando-se a tudo isso, o município já contava (e conta), com uma das mais bem estruturadas estações aduaneiras do interior do país, o Porto Seco Centro-Oeste.

Assim foi concebida a iniciativa, com a aspiração de que o aeroporto seria um “pulo do gato”. E as condições, diga-se de passagem, eram favoráveis pela leitura da conjuntura da época.

A Plataforma Logística, um sonho acalentado pelo saudoso Capitão Waldyr O´Dwyer, não saiu do papel. A Ferrovia Norte-Sul só agora está em vias de entrar em plena operação na região.

E, de lá para cá, o mercado de aviação de carga também teve uma mudança de panorama, sobretudo, com a internacionalização do Aeroporto Santa Genoveva.

Além disso, há também o fato de Anápolis estar próxima de Brasília, que também tem um aeroporto internacional que tem operações voltadas ao transporte de cargas aéreas.

Histórico de problemas

No dia 29 de outubro de 2008, uma reunião histórica na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), marcava a entrega de um projeto para a Secretaria Estadual de Planejamento, visando a implantação no Terminal de Cargas no Aeroporto

O projeto original foi entregue em 2008. Depois disso, passou-se mais de ano para que houvesse a licitação. A assinatura do contrato com a empresa vencedora do certame e o Estado ocorreu no dia 07 de julho de 2010.

Desde então, foram várias as mudanças naquela proposta que a ACIA havia encaminhado. O projeto cresceu e foi acoplado à Plataforma Logística, outra iniciativa – da mesma forma, idealizada nas melhores intenções – mas que, também, não saiu do papel.

Em 2010, o valor estimado da obra, conforme apurou o CONTEXTO na Plataforma GeoObras, do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, era de R$ 94,1 milhões. Houve, depois, um aditivo de R$ 46, 5 milhões. Chegando, assim, a R$ 134 milhões. Porém, informações já amplamente divulgadas, apontam que os gastos chegaram na casa de R$ 300 milhões.

A obra foi por várias vezes alvos de investigação e foi judicializada, por conta de danos ambientais, sobretudo, na cabeceira da pista, com a degradação do Ribeirão Extrema.

Um aeroporto junto a outro
Infraero assumiu em novembro e se comprometeu a ter diálogo com os permissionários do Aeroporto Civil JK
Rótulos: capa

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Comentários 1

  1. Edson Vargas says:
    1 ano atrás

    Como sempre Anapolis fica em segundos ou terceiro plano talvez pois este governo que já caminha para metade do seu segundo mandato gasta milhões em propaganda com o sloga “Goiás o estado que dá cert’o” certo aonde? Só se for para Goiânia e o seu entorno pois aqui para nossa cidade a gente não kbra nenhuma deste desgoverno, quantos anos o Daia não recebe nenhuma indústria?quantos anos não se vê uma grande obra em nossa cidade? E naisfacik gastar dinheiro com propaganda que ufa se investimento. E assim nossa cidade cresce pela força do seu povo e só.

    Responder

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