A Força Aérea Bolivariana da Venezuela (FANB) abateu, neste domingo, um avião de matrícula brasileira que invadiu sem autorização o espaço aéreo do país vizinho. Segundo informações dos militares venezuelanos, a aeronave demandou a ativação do “Plano de Alerta Antecipada”, com ações coordenadas em terra e no ar. No entanto, os militares encontraram um homem morto na aeronave.
Inicialmente, os militares localizaram no radar a entrada ilegal de um pequeno avião que fazia um voo em baixa altitude, “em flagrante violação da soberania nacional”. Posteriormente, declararam a aeronave como alvo hostil, pois o piloto não se identificou, desligou o localizador transponder e ocultou as matrículas de identificação, o que levou à interdição e interceptação aérea.
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De acordo com Domingo Hernández Lárez, Comandante Estratégico Operacional da FANB, antes de derrubar o avião, os militares tentaram persuadir o piloto e instruíram um pouso acompanhado, mas ele os ignorou. A aeronave suspeita, por sua vez, tentou fugir dos caças, realizando “manobras evasivas” e um pouso forçado em uma área de campo.
Além disso, a Venezuela divulgou que o Piper PA-34-200T tinha matrícula PR-RP, faltando uma letra da identificação. No entanto, todos os prefixos PR são de origem brasileira. Os militares encontraram o homem morto com “vestígios de interesse criminalístico”. Ele tinha passaporte mexicano e licença de voo norte-americana, apontando, assim, para uma operação de facções ligadas ao narcotráfico.




