Segundo informações da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Goiás tem hoje cerca de 10 mil barramentos. Entre estes, há pelo menos 70 que requerem maior atenção na prevenção e reparação, caso seja necessário.
O grande volume de chuvas do final de ano e com previsão que continue assim neste início do ano, acendeu o alerta em Goiás sobre as condições das barragens.
O Estado, conforme levantamento da Secretaria de Meio Ambiente (Semad), possui hoje em torno de 10 mil barramentos, sendo que mais de 5 mil já estão devidamente regularizados perante a pasta.
Entretanto, ainda de acordo com a secretaria, existem pelo menos 70 barramentos que requerem atenção e cuidados preventivos.
Uma força-tarefa da Semad está mobilizada para verificar a situação em campo dos barramentos nas áreas mapeadas.
A preocupação é maior porque o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) prevê que nos 15 primeiros dias desse mês, um novo corredor de umidade deve intensificar o volume das chuvas em diversas regiões goianas.

O que implica em maior vigilância por parte, principalmente, de parte dos proprietários dos reservatórios.
A orientação é que possíveis emergências devem ser comunicadas de imediato à Defesa Civil, além da comunicação com vizinhos e comunidades que estejam num raio de 10 quilômetros da represa.
A Semad também orienta que é preciso atenção com as estruturas de escoamento dos barramentos, uma vez que havendo entupimento, pode ocorrer a diminuição da capacidade de extravasão da água, gerando riscos às barragens e, por conseguinte, à população.
Com o solo encharcado aumentam os riscos de rompimento. Logo, é preciso verificar as condições dos extravasores/vertedores, com a devida limpeza e manutenção, para que possam exercer a finalidade para a qual foram projetados e dimensionados em casos de cheias. Ainda precisa ser observada a descarga de fundo, com atenção para o correto manuseio nos casos de cheias, com sua abertura total.
“Qualquer situação extrema deve ser levada às autoridades para que as medidas emergenciais, principalmente evacuações, sejam aplicadas imediatamente”, pontua a secretária Andréa Vulcanis. “A vida humana está sempre acima de qualquer outro interesse nestes casos”, conclui a titular da Semad. (Com informações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável- www.meioambiente.go.gov.br)