Desde o final do ano passado, começaram os debates em torno da revisão do Plano Diretor Participativo de Anápolis (PDPA). Trata-se de uma ferramenta de planejamento público que orienta o crescimento e o desenvolvimentos dos municípios para um ciclo de 10 anos.
Em 2016, quando o último plano passou a vigorar, ainda não se tinha no município, a presença dos carros elétricos. Esse é um cenário novo que se abre agora em 2026, na construção do novo PDPA.
O Plano Diretor deve trazer dentro do seu arcabouço, o Plano de Mobilidade Urbana e, dentro dele, a eletromobilidade.
A eletromobilidade é um componente da transição energética que acontece no mundo, em razão de fatores como as mudanças climáticas e a necessidade de se buscar reduzir fontes fósseis poluentes (como petróleo, carvão, gás), por fontes renováveis (solar, eólica, biomassa).
A produção de carros elétricos veio de carona nesse contexto de mudança da transição energética e veio com força. Basta andar pelas ruas de Anápolis para notar um número cada vez maior de carros elétricos circulando.
Não é só uma questão de percepção. Os números oficiais também vão nessa mesma direção. Segundo pesquisa realizada pelo CONTEXTO na base de estatísticas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o número de veículos movidos a eletricidade emplacados no município, em 2025, foi de 1.591, em relação a 2024, quando se tinha 1.525 elétricos contabilizados na frota local, houve um incremento de 4,33%.
Esse percentual foi maior do que a evolução da frota total na mesma comparação, que passou de 327.890 em 2024 para 339.082 em 2025, com incremento de 3,41%.
Em termos de participação, a frota de elétricos de 2025 (1.591) representa apenas 0,47% do total de veículos emplacados no município. Entretanto, com tendência de avançar, como tem ocorrido por todo o país.
Transporte público
Recentemente, o prefeito Márcio Corrêa anunciou que estão sendo viabilizados recursos do Governo Federal, para a renovação da frota de ônibus, via Programa de Aceleração do Crescimento. A
expectativa é que a cidade possa ser contemplada com 150 novos ônibus. Certamente, serão ônibus movidos totalmente a eletricidade ou híbridos.
Esse aumento da frota de elétricos vai, consequentemente, implicar em mudanças como, por exemplo, a implantação de eletropostos, o aumento de pontos de recarga.
Já existem várias regulamentações, mas o município vai ter as suas adaptações e isso deve ser objeto do Plano de Mobilidade, no âmbito do PDPA. Afinal, o planejamento é para pelo menos 10 anos e até lá, a frota de eletrificados vai ser bem maior.
Tipos
Importante destacar que os veículos elétricos abarcam vários tipos de tecnologias. Os tipos básicos são os totalmente elétricos, aqueles que podem ser colocados na tomada (plugue) para carregar através de uma fonte de energia externa; os elétricos a bateria (BEV) e os carros elétricos a célula de combustível (FCEV). Estes últimos são os modelos que são carregados pela energia da rede e, também, podem ter parte da bateria recarregada pelos freios regenerativos, no qual reaproveitam um pouco da energia perdida na frenagem do veículo.
Há, ainda, os híbridos e os híbridos plug-in. Sendo que os elétricos híbridos são alimentados por um motor a combustão e um ou mais motores elétricos que utilizam a energia armazenada em uma bateria.
Os veículos híbridos plug-in, por sua vez, possuem tanto um motor a combustão interna quanto um motor elétrico, que utilizam a energia armazenada em baterias para tração das rodas.
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