O eleitor não deve esperar muitas novidades, pelos próximos dias. Ou melhor, até o mês de junho próximo que, pelo calendário eleitoral, é o período em que os partidos políticos deverão homologar as chapas que vão concorrer ao pleito de três de outubro. Obviamente que os pré-candidatos estarão se movimentando, mas o burburinho maior ficará longe de quem decide. É nos bastidores que, agora, se travam os diálogos entre os partidos, para o fechamento das alianças políticas que são decisivas, por exemplo, para definir o espaço que a coligação terá no horário gratuito de rádio e televisão.
Para que as alianças sejam formadas, levam-se em conta alguns aspectos: os cargos em disputa e o conteúdo programático. No caso dos cargos, este ano haverá eleições para presidente, vice-presidente, governador (e vice), senador (e suplentes), deputado federal e deputado estadual. Na disputa estadual, teremos e eleição de duas vagas para o Senado da República; 17 para a Câmara Federal, 41 para a Assembleia Legislativa. As composições se dão no campo das eleições majoritárias, no caso, para o Governo e para o Senado. Assim, os partidos poderão negociar a formação das chapas indicando os nomes. Preenchida esta composição, a negociação com os demais partidos não incluídos, fica no campo pragmático, de apoio às propostas de governo e possível participação no futuro governo.
A montagem de todo esse quadro exige muita conversa, porque a eleição de hoje, repercutirá no cenário para os próximos anos. E mais: há uma espécie de casamento dos pleitos estaduais, com a disputa nacional. Por exemplo, a aliança PT-PMDB que está se configurando em Brasília, deve acontecer nos embates estaduais. Assim como a união entre o PSDB e o DEM que devem, também, caminhar juntos na sucessão presidencial e em boa parte dos estados. É um jogo intrincado porque, nem sempre, os “casamentos” são possíveis ou aceitos por unanimidade nas bases.
Em termos de nomes para a sucessão de Alcides Rodrigues, até agora, são apenas três os pré-candidatos: o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB); o senador Marconi Perillo (PSDB); e o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso (PR). A expectativa, no entanto, é que surjam, pelo menos, mais dois ou três postulantes de pequenos partidos. Estes, disputariam as eleição para marcarem posição, dando visibilidade às suas respectivas legendas. O PSOL é um dos que podem lançar candidato, o mesmo acontecendo com o PV, que terá candidata (Marina Silva) à Presidência. Enfim, há, ainda, muitas definições para acontecerem daqui até junho. Só com as convenções, que em geral acontecem no final do mês, é que o quadro estará cristalino. E aí, o eleitor passará a ter uma ideia melhor do quadro e acompanhar, até o dia do voto, a campanha eleitoral que, este ano, promete ser muito disputada.
Íris Rezende, legado de democracia, defesa dos pobres, respeito às instituições e fidelidade ao MDB
O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) é majoritariamente classificado como um partido de centro. Nem de direita. Nem de esquerda. Embora...



