Dirigentes do PT e do PSDB fizeram projeções interessantes durante entrevistas concedidas esta semana ao jornalismo da Rádio Manchester FM, relacionadas à disputa das eleições deste ano. Embora inicialmente trilhem por caminhos diferentes, há um ponto específico em suas estratégias que aparentemente se cruzam.
O diretor do PT, Ceser Donizete, afirma que a prioridade do partido em Goiás é reeleger o presidente Lula. Paralelamente, trabalhar pela reeleição dos deputados Rubens Otoni (federal) e Antônio Gomide (estadual).
Indagado sobre a disputa pelo governo estadual, Ceser deixa a entender que, sem um projeto próprio com a competitividade necessária, o comando nacional orienta que esse espaço seja utilizado para ampliar as alianças do campo democrático, que se disponham a respaldar a reeleição de Lula.
O presidente do PSDB anapolino, Hélio Lopes, afirma que todas as forças tucanas da cidade estão direcionadas ao projeto de eleição de Marconi Perillo ao governo estadual. Instado a comentar se o partido estaria aberto a uma eventual aproximação das forças de centro-esquerda, Lopes expressou naturalidade.
O dirigente tucano, inclusive, citou a decisão da vereadora Aava Santiago em se transferir do PSDB para o PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e que integra a base de Lula. Hélio Lopes entende que Aava e o PSB trabalham pelo apoio a Marconi. Sob o comando da vereadora, os socialistas devem também ampliar o palanque de Lula em Goiás.
Assim, numa análise das entrelinhas das entrevistas de Ceser e Hélio – principalmente no corredor onde as estratégias parecem se cruzar – é plausível entender que, ao admitir utilizar a disputa do governo para ampliar alianças de apoio a Lula, essa expansão dificilmente seria rumo aos projetos do PL ou do grupo de Ronaldo Caiado. Seria menos difícil, se imagina, um entendimento com o ninho tucano.
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