Golpes eram aplicados em todo país. Segundo a corporação, grupo movimentava, pelo menos, R$ 20 mil mensais
Ana Rita Noronha
Seis pessoas, sendo quatro homens e duas mulheres, foram presas nesta quinta-feira, 10/12, pela Polícia Civil em Goiânia, suspeitos de praticarem extorsão após conseguirem fotos íntimas de homens casados. Conforme repassado pela corporação, os suspeitos aplicavam o golpe no Brasil todo e, inclusive, já tinha histórico em Anápolis.
As extorsões eram praticadas através das redes sociais após os golpistas selecionarem as vítimas e, com imagens de mulheres nuas, simulavam conversas com teor erótico. Depois de ganharem confiança, os investigados pediam fotos íntimas e realizavam a retribuição para simular veracidade na conversa. Na sequência, os suspeitos diziam que as fotos enviados eram de uma adolescente e se apresentavam como parentes dela.
Após a apresentação falsa, eles extorquiam os homens, afirmando que a verba captada seria revertida ao tratamento psicológico da menina. Também afirmavam que o dinheiro evitaria que os pais da suposta menor não fossem informados do caso. Ainda segundo a PC, mesmo com o pagamento, eles continuavam com as chantagens se passando por diferentes personagens, como policiais militares e escrivães. Indícios apontam que grupo movimentava pelo menos R$ 20 mil mensais com os golpes.

Sextorsão
A operação que recebeu o nome de “sextorsão” cumpriu mandados de prisão preventiva no Jardim Curitiba, Setor Perim e Jardim do Cerrado, todos em Goiânia. As investigações estavam sendo conduzidas pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), juntamente com o Grupo Anti Sequestro (GAS).
Segundo o delegado Thiago Martimiano, chefe do GAS, mesmo com grande histórico em Goiás, os criminosos davam preferencia para vítimas de outros estados. “Eles achavam que assim não seriam localizados, mas todos já estão identificados, seis foram presos e dois estão sendo procurados”, descreveu.
Os oito indiciados responderão por extorsão e associação criminosa, crimes que, juntos, tem pena máxima de reclusão superior a 10 anos. Nomes, idades e imagens dos seis presos não foram divulgados.




