Juízes definem penas após investigação sobre exploração juvenil
A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos a 11 anos de prisão e o marido dele, Israel Natã Vicente, a oito anos, pela produção de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes. A sentença saiu no sábado (21), conforme decisão da 2ª Vara Mista de Bayeux. Além disso, as autoridades detalharam que pais recebiam até R$ 3 mil para permitir que seus filhos vivessem com o influenciador. Em seguida, o despacho informou que a investigação comprovou que a dupla explorava a imagem dos jovens para alcançar engajamento, aumentar audiência e monetizar as contas no Instagram, no TikTok e no YouTube.
Contestação jurídica
A defesa dos réus afirmou, em nota, que a decisão é “odiosa e preconceituosa”. Os advogados ressaltaram que, “ao longo de toda a instrução processual, a defesa apresentou argumentos consistentes, lastreados em provas e nos próprios depoimentos colhidos em juízo que afastam a tese acusatória”. Conforme a manifestação, “nada disso, contudo, foi devidamente enfrentado na sentença”. A equipe jurídica também declarou que o resultado representaria “a vitória do preconceito contra um jovem nordestino, negro e homossexual”, afirmando que um trecho da sentença menciona a orientação sexual de Hytalo, o que, segundo eles, demonstra contaminação no julgamento.
Desdobramentos do caso
O habeas corpus do casal será julgado na próxima terça-feira (24). O pedido foi protocolado antes da sentença e, de acordo com os advogados, mantém validade. Paralelamente, o caso ganhou projeção nacional após o youtuber Felca publicar o vídeo “Adultização”, no qual denunciou cenas de suposta exploração de adolescentes em conteúdos divulgados pelo casal. Os vídeos, segundo ele, envolviam beijos entre jovens, participação em festas com consumo de bebidas alcoólicas e danças sensuais, gerando lucro a partir da sexualização juvenil. Hytalo, que somava mais de 12 milhões de seguidores no Instagram, teve todas as contas desativadas.
Durante as diligências, Hytalo disse às autoridades que os pais autorizavam que ele tivesse tutela das crianças e adolescentes envolvidos nas gravações. Ele afirmou ainda que os matriculava em escolas particulares, arcava com os gastos educacionais e, em troca, produzia conteúdos para as redes sociais.
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