Setor fechou 2020 com saldo de empregos formais elevado, cerca de 60,70% do total do ano e reduziu, com isso, contribuindo com a redução de impactos da pandemia na questão da empregabilidade no Município
Apesar da pandemia do coronavírus, Anápolis conseguiu fechar o ano de 2020 como destaque na geração de empregos em Goiás, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
O bom resultado alcançado pelo Município em relação à manutenção de empregos com carteira assinada, conforme demonstram os indicadores, veio de um setor que embora não seja o maior empregador formal (fica atrás do setor de serviços), tem um papel de destaque na economia, inclusive, do ponto de vista histórico, uma vez que essa foi uma vocação buscada pelo anapolinos ao longo de décadas e que se materializou com os ciclos do café e do arroz, da indústria ceramista e, de uns tempo para cá, de uma forma mais plural, mas com destaque para o polo farmacêutico e setores outros como o da indústria automobilística, de alimentação e metalurgia.
Mas, deixando um pouco a história, vamos aos números.
No ano passado, o número de admissões foi de 40.686. O número de desligamentos (demissões) foi de 35.421, gerando um saldo de 5.265 empregos mantidos com carteira assinada. Em 2019, antes da pandemia, foram registradas 38.893 contratações e 38.179 demissões, gerando um saldo de apenas 714 empregos formais mantidos.
A variação do saldo de 2020, em relação ao de 2019, chegou a 637,39%. Esse número não seria tão extraordinário, como em si já é, não fosse o período de crise (sanitária econômica), à qual Anápolis está inserida dentro de um contexto nacional e global, pode-se dizer assim.
Analisando o quadro de 2019, em relação a 2018, ocorreu o oposto, inclusive. Houve uma variação negativa, na comparação, de 53,75%. Para situar: em 2018, foram 35.419 admissões e 33.875 desligamentos, gerando saldo de 1.544 empregos mantidos. Já em 2019, foram 38.893 admissões (número maior que o de 2018), porém, foram 38.179 desligamento, gerando saldo de apenas 714 empregos mantidos nessa avaliação.
Estratificação

Agora, analisando os dados de 2020, conforme os grandes grupamentos de atividades, é que dá para visualizar o quão importante foi a participação da indústria, para que o desempenho de Anápolis tivesse alcançado o resultado que alcançou.
Conforme os dados do Caged, no ano passado o setor da indústria registrou 12.417 empregos com carteira assinada e um total de 9.216 desligamentos. Com isso, gerando um saldo de 3.201 empregos formais mantidos, o que representa 60,80% do saldo total do período, que foi de 5.265.
Também houve uma participação significativa do setor de serviço. No ano passado, foram 14.567 admissões (mais que a indústria), porém, com 13.435 desligamentos, gerando um saldo de 1.132 empregos formais mantidos, 21,50% do total de 2020.
Os demais setores também registraram saldos positivos, porém, com números menores. Na construção civil, foram 3.753 admissões formais e 3.167 desligamentos, com saldo de 586. No comércio, foram 9.853 admissões e 9.537 desligamentos e saldo de 316 e no setor agropecuário, 96 admissões, 66 desligamentos e saldo de 30 empregos formais mantidos.
Ainda de acordo com os dados do Caged, no setor da industrial o saldo mensal teve apenas duas ocorrências negativas ao longo de 2020, quando o número de demissões foi maior do que o de admissões, sendo nos meses de abril (-286) e dezembro (-96). Nos demais meses, os saldos foram positivos: janeiro (124); fevereiro (516); março (251); maio (528); junho (516); julho (608); agosto (271); setembro (328); outubro (170) e novembro (271).
Estoque
Dentre as cinco atividades listadas pelo Caged, o estoque de empregos formais é o seguinte por setor de atividade: Serviço, 34.760 (37,60%); Indústria, 30.233 (32,70%); Comércio, 22.266 (24,08%); Construção Civil, 4.533 (4,90%) e Agropecuário, 659 (0,71%). O total do estoque, em 2020, era de 92.451.




