Em Goiânia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, influenciado pela alta dos combustíveis, subiu 0,95%, segunda alta seguida.
Com isso, o índice acumulado no ano sobe para 4,20% e o acumulado nos últimos 12 meses fica em 4,80% na capital do estado.
No país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,41% em novembro, 0,18 ponto percentual (p.p.) abaixo do que foi registrado em outubro (0,59%).
A inflação acumulada no ano chega a 5,13% e, nos últimos 12 meses, a 5,90%, abaixo dos 6,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Alta influenciada pelo aumento dos combustíveis
A alta do IPCA em Goiânia, no mês de novembro, teve como principal influência o aumento do grupo dos Transportes (1,90%), grupos de maior peso na cesta de compras das famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários-mínimos.
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O principal item foi Combustíveis (veículos), que subiu 6,54% em novembro, após ter caído cinco vezes seguidas, nos meses de junho a outubro.
O destaque foi etanol, que subiu 11,89% no mês.
Gasolina, subiu 5,93% e óleo diesel subiu 0,11%. Apesar do leve aumento, óleo diesel é o único que mantém acumulado positivo, registrando variação de 23,37% no ano.
Alimentação e bebidas continuam em alta
Outro grupo de forte peso na cesta de compras das famílias goianienses é Alimentação e bebidas (0,63%).
O grupo subiu oito vezes no ano, acumulando variação de 11,13% em 2022 e 12,76% nos últimos 12 meses.
O principal item de aumento foi tubérculos, raízes e legumes, que subiu 16,89% no mês, acumulando 37,17% no ano e 31,73% em 12 meses.
Os subitens que pressionaram o mês foram a cebola (31,51%), o tomate (25,54%) e o repolho (17,36%).
O terceiro grupo de maior peso é Habitação (2,60%). O grupo apresentou o maior aumento do mês, pressionado pelo aumento de 6,88% em energia elétrica residencial. Vestuário (1,30%) é o grupo que mais subiu no ano até agora, acumulando variação de 19,88%.
Os maiores aumentos ocorreram em Roupa feminina (1,97%) e Calçados e acessórios (1,40%), que acumulam no ano, respectivamente, 24,56% e 25,84%. Educação apresentou estabilidade no mês, variando 0,04%.
Contudo, o grupo acumula alta de 6,05% no ano. Os demais grupos apresentaram quedas, destaque para Artigos de residência, que caiu 0,45% em novembro.
Goiânia registra segunda maior variação em novembro
Todas as áreas pesquisadas tiveram variação positiva em novembro.
O maior índice foi o de Brasília (1,03%), por conta da alta da energia elétrica (19,85%), seguida por Goiânia que registrou aumento de 0,95%, influenciada pela elevação dos preços dos itens cebola (31,51%) e tomate (25,54%), como também do grupo Habitação (2,60%), como o aluguel residencial (2,28%).
Já a menor variação foi em Vitória (0,09%), especialmente por conta da queda de 22,25% nos preços das passagens aéreas. (Com informações do IBGE)

