A Infraero realizou e vem realizando melhorias no Aeroporto de Anápolis. A empresa de economia mista recebeu a outorga do sítio aeroportuário (que inclui além do aeroporto civil, a pista de carga, ainda não homologada) em julho de 2024. Porém, só assumiu no final daquele mesmo ano, para cumprir uma regra de transição.
Conforme relatório acessado pelo Jornal Contexto, no site da empresa, quase R$ 900 mil foram gastos na primeira etapa da reforma do terminal de passageiros e em reparos na barreira patrimonial, ou seja, no cercamento do aeródromo.
No site, a Infraero destaca que a primeira fase da reforma do terminal de passageiros incluiu a substituição da iluminação interna, passando a utilizar lâmpadas LED; obras de reparos do telhado e impermeabilização; substituição de vidros das esquadrias; pintura interna e externa do Terminal de Passageiros.
Conforme consta ainda no site, visando a continuidade das melhorias, há ações programadas para os próximos anos, tais como: regularização de cercas/muros; recuperação dos pavimentos da pista de pouso e decolagem atual, pátio e taxiway; sinalização horizontal (pista, pátio e taxiway); regularização faixa de pista e implantação da RESA; manutenção dos auxílios luminosos; e a segunda etapa da reforma no Terminal de Passageiros.
Cita ainda que essas benfeitorias vão resultar em melhoria na infraestrutura do aeroporto, em conformidade com as legislações vigentes; ampliação da conectividade de Anápolis com outras regiões do país; geração de empregos (diretos e indiretos) e renda por meio dos contratos de prestação de serviços de limpeza, vigilância, manutenção, dentre outros
A empresa também sinaliza que as ações são realizadas em interação contínua com os demais atores da aviação civil, órgãos governamentais, prefeitura e comunidade.
Aeroporto de Cargas
A Infraero destaca no site que o Aeroporto de Anápolis, situado a 50 quilômetros da capital goiana e a 140 da capital federal (Brasília), possui “forte vocação cargueira”. Não há, porém, citação sobre projeto para a pista que começou a ser construída pelo governo estadual em 2010, ou seja, há quase 16 anos.
No ano passado, A Agência Goiana de Infraestrutura e Transporte (Goinfra) iniciou uma obra de recuperação ambiental- considerada a maior realizada em Goiás- para corrigir a degradação do Ribeirão Extrema e processo erosivos, além de praticamente todo sistema de drenagem.
Após a conclusão desse serviço, cujo gasto estimado é de R$ 38 milhões, o governo estadual deve devolver o chamado Aeroporto de Cargas para a Infraero. A partir daí, a empresa deverá decidir sobre o que será projetado para o espaço, lembrando que essa pista não possui homologação junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, e por conta disso a Infraero não reconhece o Aeroporto de Cargas.
Conforme já levantado pelo CONTEXTO, quando foi iniciada em 2010, a obra do Aeroporto de Cargas era estimada em R$ 94,1 milhões. Depois, houve um aditivo de R$ 46,5 milhões.
A obra foi paralisada por diversas vezes, inclusive, por conta de ações do Ministério Público e do Poder Judiciário. Como já foi amplamente divulgado na imprensa, o valor gasto com essa obra pode ter passado de R$ 300 milhões.
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