Material usa celulose e polímeros magnéticos, sem deixar microplásticos no oceano
Pesquisadores do Instituto RIKEN, no Japão, criaram um novo tipo de plástico à base de celulose que se dissolve completamente em água salgada em poucas horas, sem deixar microplásticos. O material combina dois polímeros com ligações reversíveis que se rompem rapidamente quando expostos à salinidade do oceano, transformando-se em substâncias consideradas inofensivas para o meio marinho.
O estudo, publicado na revista Journal of the American Chemical Society, detalha que o plástico é produzido com carboximetilcelulose — uma forma de celulose aprovada pelo FDA para uso em alimentos e medicamentos — combinada a um polímero carregado positivamente. Essas interações químicas proporcionam resistência e flexibilidade durante o uso cotidiano, mas permitem que o material se dissocie quando entra em contato com a água do mar.

Aplicações práticas
Diferente de muitos bioplásticos que exigem condições específicas para se degradarem, o novo material se decompõe diretamente no ambiente marinho em questão de horas, sem fragmentar em microplásticos. Essa característica representa uma abordagem inovadora na redução da poluição por esses resíduos, que impactam ecossistemas aquáticos e terrestres.
Para ajustar a rigidez e tornar o material mais aplicável a produtos do dia a dia, a equipe utilizou aditivos como cloreto de colina — um composto aprovado para uso alimentar — que permite controlar propriedades como elasticidade e resistência. Essa flexibilidade é essencial para que o plástico seja utilizado em embalagens e outros itens comuns.
Segundo os pesquisadores, o material pode ser moldado em filmes finos e outros formatos, mantendo boa transparência e resistência mecânica. Apesar de ainda estar em fase de desenvolvimento, a combinação de ingredientes seguros e a rápida degradação em ambientes marinhos indica que a inovação oferece uma alternativa promissora para enfrentar a poluição plástica nos oceanos.
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