O jornalismo profissional é essencial para ajudar na diferenciação entre a notícia e a falsidade. Isso porque se pauta pelo diálogo plural, se contrapõe à intolerância [especialmente no contexto das redes sociais], potencializada pelos manifestos internacionais relacionados ao populismo nacionalista ultraconservador.
Enquanto consumidores de informação, todos precisamos nos ater a questões básicas como o olhar crítico, a busca pela verdade dos fatos e de opiniões que estimulem o exercício da cidadania. Que aticem a valorização das ideias e o respeito às questões de real interesse da sociedade.
Mas, como identificar o que é notícia daquilo que é falsidade? Há alguns caminhos que podemos seguir. Antes de publicar uma informação ou mesmo emitir opinião sobre algum assunto nas redes sociais, certifique-se de que a notícia é verdadeira, que ela seja criteriosa e atualizada.
Toda notícia propagada afeta a vida da população em geral ou se parcelas relevantes. Por isso a informação precisa ter caráter de interesse público, que busque a solução de contendas de forma pacífica e democrática, com liberdade, que respeite os costumes e os direitos humanos.
O compromisso de quem informa é o fazer sem tabus, com olhar crítico, que identifique contradições, além de questionar as autoridades públicas e privadas. Observar a pluralidade das opiniões, respeitar os vários ângulos da notícia. Argumentar com as fontes e assegurar o contraditório.
ÉTICA
O jornalismo profissional é feito sob uma ótica que estabelece uma abordagem desvinculada de interesses partidários, desimpedida de interesses de governos ou grupos econômicos de qualquer natureza. Assim como estabelecer o equilíbrio ético, moral e de honestidade quando abordar questões que esbarrem no interesse financeiro da empresa.
Assim, atinge o desejo da sociedade, que exige dos grupos de comunicação o respeito a esses limites, que o interesse público se sobreponha ao de anunciantes, e que o conteúdo jornalístico não seja travestido em publicidade. A notícia jamais deve ser confundida com opinião. A prática ornalística deve ser preservada em relação à censura e que seja assegurada a liberdade de expressão.
Por fim, o jornalismo profissional e ético exige que, quando um erro é cometido na publicação de uma notícia, que seja o mais rápido possível corrigido. Que haja sempre espaço para a autocrítica ou para a crítica direcionada pelos consumidores de informação do jornal, rádio, TV ou blog digital. Tudo isso regido por métodos transparentes de moderação.
IA
Há pouco tempo, uma forma de atestarmos a veracidade de uma notícia era exigir que a declaração fosse exposta em um áudio ou vídeo com as declarações de seu emissor. Com o advento da Inteligência Artificial (IA), nem isso podemos mais fazer. Conteúdos como as deepfakes transformam mentiras em verdades, disseminam informações falsas e manipulam a opinião pública.
Já foi comprovado que a IA tem o poder de conceber um viés de discriminação algorítmica contra grupos minoritários ou populações mais vulneráveis. Isso por que se utiliza de bases de dados pré-concebidas, com informações muitas vezes desatualizadas, com base em valores ou padrões hegemônicos. Assim, no jornalismo, são essenciais os esforços para identificar e combater a desinformação gerada por IA, com foco na salvaguarda da integridade da informação.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.



