Queda nas mortes de trânsito em Anápolis acompanha endurecimento da lei, diz delegado
A partir da interferência mais rígida das forças de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário, as mortes decorrentes de crimes de trânsito em Anápolis caíram significativamente. Em 2021, considerado o ápice desse tipo de crime, o município registrou mais de 130 mortes. Em seguida, em 2023, o número caiu para 83. Logo depois, em 2024, foram contabilizadas 62 mortes. Por fim, em 2025, os registros apontaram nova redução, com 43 óbitos.
Dados nacionais
Os dados foram divulgados pelo titular da Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (DICT), Manoel Vanderic Corrêa, durante entrevista concedida ao Jornalismo da Rádio Manchester FM. Segundo ele, os números oficiais mostram que, em todo o Brasil, mais de 50 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de crimes de trânsito. No entanto, o delegado faz um alerta. “Acredito que o número seja maior, já que pessoas lesionadas no trânsito e que morrem depois, no hospital, não entram nesse cálculo”, afirmou.
Penas duras
De acordo com Manoel Vanderic, essa redução é motivada, entre outros fatores, pelo impacto pecuniário e pela aplicação de penas mais severas. Além disso, ele destaca que os avanços foram conquistados às duras penas. Para o delegado, o crime de trânsito é o mais democrático que existe. “As pessoas não querem que a polícia seja eficaz no combate aos crimes que elas praticam. Ainda assim, a crítica [a esse trabalho] e a perseguição política eram esperados. A lei é para todos, não só para preto, pobre e prostituta”, concluiu.
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