Além dos projetos convencionais na área da construção civil/habitação, muitas cidades brasileiras têm se notabilizado pelo surgimento de edificações (principalmente condomínios) de alto valor agregado, ou, as clássicas “moradias de luxo” No Centro Oeste, algumas comunidades ostentam este destaque, dentre elas Anápolis, imponente pelo seu produto interno bruto (PIB) e pelas particularidades que a distinguem de outras. Há comparativos diversificados para dar a Anápolis esta posição importante, notadamente pela circulação de capital, aporte projetos de grande monta, principalmente na indústria, segmento que, ao lado da prestação de serviços (destaque para a educação), impulsionam outros diferentes setores socioeconômicos.
E, na esteira disso, com o decorrer do tempo, a paisagem urbanística anapolina ganha contornos diferenciados no padrão de moradias sofisticadas. Não é mais possível enumerar, ou, distinguir casas (mansões) e prédios residenciais de luxo, espalhados pelos quatro cantos da Cidade. A rigor, não existem, mais, área ditas privilegiadas. As moradias de luxo se multiplicam de Norte a Sul e de Leste a Oeste da Cidade, distribuídas em condomínios horizontais e verticais, ao gosto (e, ao bolso) do interessado. É a chamada interiorização física e social, diante das oportunidades que Anápolis oferece.
Se, antes, era charme morar em cidade grande, hoje, há uma troca por conforto, segurança, comodidade e, por que não dizer, ostentação em cidades ditas menores. No caso de Anápolis é mais vantagem ainda, pois, além da proximidade de Goiânia (55 quilômetros) e Brasília (130 quilômetros) pode-se, também, respirar ares de cidade interiorana, com requinte de duas das mais importantes capitais brasileira. Dois bons aeroportos, excelentes redes de serviços varejistas e sistema de saúde do mesmo nível das praças metropolitanas, como Rio e São Paulo se somam a estas vantagens.
As avaliações especializadas apontam que esta interiorização estimula o setor da construção civil, que responde com projetos cada vez mais ousados e personalizados em cidades além das capitais. O mercado de luxo no Brasil, historicamente, concentrado nas grandes capitais, passa por mudanças. Cidades do interior, caso de Anápolis, antes vistas, apenas, como alternativas mais tranquilas às metrópoles têm se consolidado como verdadeiros polos de consumo sofisticado. O deslocamento surte um efeito significativo e visível. Uma atração cada vez maior de investimentos milionários e uma transformação considerável no mapa do alto padrão no País.
Há outros exemplos clássicos, como Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a “Dubai brasileira”, e Sorriso, no Mato Grosso, a capital do agronegócio nacional, além de Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul com pouco mais de 15 mil habitantes que, neste ano, deve superar a marca de dois bilhões de reais em Valor Geral de Vendas, numa demonstração de que o luxo se interioriza. E, a ideia de que o consumo sofisticado, principalmente de imóveis, precisa estar atrelado a grandes centros urbanos, tem sido desafiada por cidades que oferecem uma combinação rara de tranquilidade, infraestrutura e exclusividade, caso específico de Anápolis, Rio Verde e Aparecida de Goiânia, em Goiás. Calcula-se que entre 2021 e 2024, o número de lançamentos de imóveis de alto padrão e luxo em cidades do interior tenha crescido em torno de 10% em relação às capitais.




