O Partido Liberal se movimentou em torno da pré-candidatura do senador Wilder Morais ao Governo de Goiás. A mexida no tabuleiro político deve provocar reação da base governista. E, na Câmara Municipal, azedou a relação entre dois vereadores.
Ação e reação

Passada a movimentação em torno do lançamento da pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao Governo de Goiás, com a indicação de Ana Paula Rezende (filha do ex-governador Iris Rezende) para compor a vice na chapa, agora será hora de ver como essa movimentação vai se dar na prática.
Ana Paula era do MDB – partido que seu pai foi uma das maiores lideranças em Goiás e no Brasil e tem o comando em Goiás o vice-governador Daniel Vilela, virtual candidato à sucessão de Ronaldo Caiado (PSD). Seu desembarque no PL de Wilder Morais tem num primeiro momento dois impactos: a possível saída de lideranças emedebistas tradicionais para acompanhá-la.
Ou não, já que emedebistas raízes podem não ter muita atração em ir para um projeto de direita. Daí, pode haver uma reação contrária, de emedebistas que acham que a história de Iris está sendo de certa forma “traída”.
O que não se pode negar, entretanto, é que foi uma mexida importante no tabuleiro político. E, em política, sempre que há uma ação, há uma reação.
Vamos aguardar para ver!
Azedou…

Até poucos dias, ia caminhando bem, de forma “republicana”, como se costuma dizer na política, a relação política entre os vereadores Rimet Jules (PT) e Jakson Charles (PSB), que são oposição e situação, respectivamente, ao governo de Márcio Corrêa.
Mas, o ponto nevrálgico da última discussão, com pesadas trocas de farpas, foi por conta de um projeto do petista, barrado na Comissão de Constituição e Justiça, da qual faz parte o seu colega do PSB. A discussão teve até uma reprimenda da presidente da casa, vereadora Andreia Rezende (Avante).
Embora o tema não tenha sido partidário ou ideológico, em ano de eleição, embates no parlamento costumam subir um pouco de tom e a Mesa Diretora terá de ser enérgica, para evitar que esses embates venham prejudicar a imagem do Legislativo como um todo.
Guinada

A troca de liderança do prefeito Márcio Corrêa (PL) na Câmara Municipal dá uma guinada. O vereador Jean Carlos (PL) deixou a função que passou a ser exercida pelo seu colega José Fernandes (MDB).
O objetivo é o mesmo: ter uma boa interlocução com vereadores da base e, também, da oposição, para as matérias do Executivo em tramitação na casa, além do atendimento a outras demandas dos parlamentares. O que muda é o estilo.
Ambos têm bom perfil técnico, boa oratória. José Fernandes, no entanto, tem discurso um pouco mais aguerrido e, se preciso, vai bater forte na oposição. Na oratória, claro.

- O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, ao discursas em um evento disse que virá quantas vezes for preciso a Goiás para apoiar o projeto do deputado federal Gustavo Gayer (do mesmo partido) para ele ser senador pelo Estado.
- Daniel Vilela (MDB) deve assumir o Governo de Goiás daqui a pouco mais de um mês. Ele vai disputar a reeleição e, por isso, deve ficar atento com as limitações que a legislação exige em relação aos mandatários que vão disputar cargos no pleito.
- O vereador José Fernandes (MDB) afiança que não tem pretensão de sair candidato nessa eleição a nenhum cargo. O foco, segundo ele, é ajudar a cidade e a gestão do prefeito Márcio Corrêa.
- O vice de Márcio Corrêa, Walter Vosgrau (PSD), por outro lado, já disse que pode ter seu nome colocado para deputado estadual, federal ou suplente de senador.
- A vereadora e presidente da Câmara Municipal, Andreia Rezende (Avante) já revelou também que seu foco é o cargo que ocupa e trabalhar pela reeleição de seu irmão, o deputado estadual Amilton Filho (MDB).
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